Projetos

ESCOLA ESTADUAL PROFª ADA TEIXEIRA DOS SANTOS PEREIRA

Projeto “Disciplina / Meta Premiada”.

Campo Grande – MS

Abril /  2010

ESCOLA ESTADUAL PROFª ADA TEIXEIRA DOS SANTOS PEREIRA

Projeto “Disciplina / Meta Premiada”.

É fundamental diminuir a distância

entre o que se diz e o que se faz,

de tal forma que, num dado momento,

a tua fala seja a tua prática.”

(Paulo Freire).

Campo Grande – MS

Abril /  2010

IDENTIFICAÇÃO

ESCOLA: Escola Estadual Profª Ada Teixeira dos Santos Pereira.

ENDEREÇO: Rua Lourenço da Veiga, s/n. Campo Belo.

DIREÇÃO: Professor Valson Campos dos Anjos.

DIREÇÃO-ADJUNTA: Professora Francinete Alencar Antunes.

SECRETÁRIA: Mariza Gomes de Matos.

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA: Professoras: Ana Amélia Queiroz, Eda Regina, Glauco Yamamoto, Rosangela Elias, Teresa Maria do Nascimento. PROJETO: “Disciplina / Meta Premiada”.

COLABORAÇÃO: De todos os Professores que compõe o Corpo Docente desta Escola.

APRESENTAÇÃO

O desenvolvimento da capacidade de aprender; a compreensão do ambiente natural e social; a aquisição de conhecimentos e habilidades, a formação de atitudes e valores; a valorização dos vínculos da família, da solidariedade humana e da tolerância, são comportamentos a serem adquiridos no Ensino Fundamental, que se inicia na infância e finda  na adolescência.

Dessa forma, nesse período precisamos assegurar ações pedagógicas que expressem uma concepção de educação comprometida com a formação integral dos educados.

A escola sofre reflexos do meio em que está inserida. O problema disciplinar é, frequentemente, repercussão dos conflitos da família e do meio social envolvente.

O professor precisa compreender que as regras devem auxiliar na construção de um lugar feliz, em qualquer situação, têm que propiciar e preservar ao sujeito o respeito por si mesmo e pelo outro.

Para estabelecer os limites em sala de aula / na escola, o educador vale-se das regras, que visam contribuir para a organização do ambiente de trabalho, promover a justiça, fomentar a responsabilidade por aquilo que ocorre na classe e o comprometimento de todos com os procedimentos e decisões referentes à sala de aula.

Portanto, o presente projeto visa a compreensão dos educandos da necessidade de inserir e desenvolver comportamentos positivos que conduzam ao bem estar na sala de aula e no ambiente escolar, propiciando condições adequadas ao aprendizado e formação pessoal dos mesmos.

Dessa forma, o Projeto pauta-se em discutir e estabelecer regras, limites e premiações em grupo, elaborando dessa forma junto com os alunos, acordos para uma conduta em equipe que leve ao desenvolvimento saudável e internalização de regras e limites estabelecidos por eles mesmos.

JUSTIFICATIVA

A escola é uma instituição extremamente complexa. Sua função tradicional é a de facilitar a inserção do indivíduo no mundo social. O indivíduo deve aprender as formas de conduta social, os rituais e as técnicas para sobreviver.

Este projeto se propõe a discutir um assunto de grande relevância pedagógica, que muitas vezes é visto como um problema que jamais poderá ser resolvido por ser histórico. O tema é de bastante interesse para educadores, pesquisadores e todas as pessoas envolvidas com a educação, pois é algo que está presente no cotidiano de todas as instituições, tanto públicas quanto privadas.

A instituição escolar, muitas vezes, é um palco onde os alunos precisam ser vistos, onde trarão as suas frustrações, suas raivas, seus medos, desencadeando assim o fato indisciplina.

A disciplina pode ser concebida como uma técnica de exercício de poder, não inteiramente inventada, mas elaborada em seus princípios fundamentais durante o século XVIII. Nesse sentido, falar de indisciplina é evidenciar o não cumprimento de regras estabelecidas.

A disciplina também pode ser vista como o controle do indivíduo no tempo. No entanto, aplicar esse conceito em educação é um tanto quanto perigoso.

Segundo Rosa Schneider, normas de convívio podem ser soluções para escolas. A idéia é tornar claro o que não pode ser feito e ter punições definidas para cada ato irregular, tudo com o comprometimento de todos.

A origem dos comportamentos ditos indisciplinares podem estar em diversos fatores: uns ligados a questões relacionadas ao professor, principalmente na sala de aula; outros centrados nas famílias dos alunos; outros verificados nos alunos; outros gerados no processo pedagógico escolar; e outros alheios ao contexto escolar.

Embora seja difícil e complexo lidar com o problema da indisciplina, o professor não pode desistir e nem se acomodar. Não pode deixar que a educação silencie e limite os alunos e que impeça seu desenvolvimento criativo e participativo em sala de aula. Precisa- se de uma educação que valorize as organizações coletivas e que contribua para a construção da autonomia e para o desenvolvimento intelectual dos alunos, a fim de que se conquiste uma sociedade democrática.

A disciplina escolar não consiste em um receituário de propostas para enfrentar os problemas de comportamentos dos alunos, mas em um enfoque global da organização e da dinâmica do comportamento na escola e na sala de aula, coerente com os propósitos de ensino. Para isso é preciso, sempre que possível, antecipar-se ao aparecimento de problemas e só em último caso reparar os que inevitavelmente tiverem surgidos, seja por causa da própria situação de ensino, seja por fatores alheios à dinâmica escolar. Conclui-se que as escolas precisam desenvolver políticas internas para lidar de forma preventiva com a indisciplina, discutindo os problemas vivenciados nas rotinas das escolas, e as soluções  para sua implementação.

Devido à complexidade e a intensidade com que os problemas de indisciplina têm sido vivenciados nas escolas, nossa expectativa é que esse projeto permita, a partir da participação dos alunos no estabelecimento de condutas adequados e o estímulo as decisões em grupo, a discussão do tema e criação de metodologia própria e participativa de toda a comunidade escolar no enfrentamento à problemática.

OBJETIVO GERAL

· Envolver os alunos em tomadas de decisões e estabelecimento de regras em suas salas de aula e na escola, contribuindo para uma atmosfera de respeito mútuo na qual professores e alunos praticam a cooperação, contribuindo para melhorar o ambiente de trabalho.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

· Promover uma mudança de olhar em relação à indisciplina;

· Estimular os alunos a refletir sobre sua própria postura;

· Analisar o Regimento escolar;

· Reconhecer sentimentos e orientar comportamentos;

· Discutir conjuntamente os limites para o bom desenvolvimento das aulas, as sanções e premiações de acordo com o comportamento que estão tendo.

METODOLOGIA

Organizar a turma em grupos. Cada um deverá classificar as situações vivenciadas na sala de aula e na escola em categorias: grave, gravíssima, moderada e  apresentá-las.

Levantar com a turma quais as principais situações de indisciplina na visão deles, analisando:

  • A indisciplina escolar é um sintoma de que algo não vai bem?
  • O comportamento indisciplinado é algo a ser alterado?
  • Como isso vai acontecer?
  • Os problemas têm mais a ver com as regras morais ou com as convencionais?
  • O diálogo durante a aula pode não ser considerado indisciplina?
  • O  que fazer frente à indisciplina do aluno?
  • O que vem a ser ato infracional ? E ato indisciplinar?
  • Como interpretar e/ou administrar o ato indisciplinado. Compreender ou reprimir? Encaminhar ou ignorar?
  • Quais comportamentos serão considerados corretos e premiados?

A discussão dos conflitos é para os alunos uma oportunidade de trocar pontos de vista, de argumentar, de propor soluções, de dialogar, de procurar uma solução em comum e construir a autonomia de cada um.

Para amenizarmos o problema da indisciplina na escola, é importante que os alunos participem ativamente da construção das regras da sala, assumindo-as com o coletivo da escola. O interessante é que essas regras fiquem em local visível da sala, para que sejam retomadas e rediscutidas sempre que necessário.

Na verdade “nossas escolas podem se constituir em espaços onde a cultura e as experiências dos alunos e dos professores (seus modos de sentir e ver o mundo, seus sonhos, desejos, valores e necessidades) sejam os pontos basilares para a efetivação de uma educação que concretize um projeto de emancipação dos indivíduos”

A conquista da cidadania e de uma escola de qualidade é projeto comum, sendo que no seu caminho, haverá tanto problemas de indisciplina como de ato infracional. Enfrentá-los e superá-los é o nosso grande desafio.

Dessa forma, o Ato indisciplinar pode ser definido, caracterizado e discutido no ambiente escolar. Em relação ao Ato Infracional, conhecedores que somos da Lei 8069 de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e Adolescente, sabemos que sua discussão, entendimento e avaliação, não podem restringir-se ao ambiente escolar, necessitamos do apoio, orientação e articulação com as demais Políticas Públicas e com todo o Sistema de Garantia de Direitos para que o contexto escolar possa auxiliar na efetivação da Doutrina de Proteção Integral de crianças e adolescentes.

Os procedimentos para aplicação das: Notificações / Advertência / Suspensão / Termo de Compromisso, seguirá os seguintes  critérios:

O aluno infringindo :

Até 3 (três)  COMPORTAMENTO  MODERADO .

O professor registra em seu caderno, o aluno assina CIENTE.

Após três registros de Comportamento MODERADO, o aluno será encaminhado para a coordenação.

A Coordenação , registra   uma ADVERTÊNCIA e envia uma NOTIFICAÇÃO, ao responsável.

O responsável deverá comparecer e assinar a NOTIFICAÇÃO.

O aluno novamente encaminhado, receberá a 2ª advertência, leva a 2ª NOTIFICAÇÃO, o responsável comparece e assina o TERMO DE COMPROMISSO, o aluno cumprirá uma AÇÃO EDUCATIVA.

Quando o comportamento for GRAVE ou GRAVÍSSIMO,SERÁ registrado uma ata no livro de OCORRÊNCIAS, a NOTIFICAÇÃO será para comparecimento imediato do responsável que assinará o TERMO DE COMPROMISSO e o aluno cumprirá a AÇÃO EDUCATIVA.

AVALIAÇÃO

Periodicamente, por meio de questionários, aos alunos, professores, funcionários e pais realizar uma analise para verificar se houve avanços.         Resgatar a listagem feita no começo do projeto e pedir que a equipe docente altere o que achar necessário, revendo as categorias definidas anteriormente.

A META PREMIADA será alcançada pelas turmas que obtiverem o menor número de encaminhamentos à coordenação e a melhor média ao final de cada bimestre.

Ao final do 4º bimestre a premiação da turma será feita   individualmente.

ANEXOS

Portaria n° _______2010.

A D V E R T Ê N C I A

A Direção Escolar, no uso de suas atribuições legais:

R

E

S

O

L

V

E

Advertir o(a) aluno(a)________________________________

do(a)_______Ano/Fase  do Ensino Fundamental/Médio Turma______do Turno_______________ por transgredir as normas da escola segundo o Regimento Escolar e Projeto Político Pedagógico.

Artigo 129 Inciso V do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) – “É obrigação do Pai/mãe ou responsável acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar”.

Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.

_________________________                           __________________________

Assinatura do Pai/mãe ou responsável                Assinatura e Carimbo da Direção

Obs. Aluno Menor.

Portaria n° _______2010.

S U S P E N S Ã O

A Direção Escolar, no uso de suas atribuições legais:

R

E

S

O

L

V

E

Suspender o(a) aluno(a)_______________________________

do(a)_______Ano/Fase do Ensino Fundamental/Médio Turma______do Turno______por______dias letivos, pelo fato do referido aluno ter transgredido as normas da escola segundo o Regimento Escolar e Projeto Político Pedagógico.

Ocorrência:______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Artigo 129 Inciso V do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) – “É obrigação do Pai/mãe ou responsável acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar”.

Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.

___________________________             _______________________________

Assinatura do Pai/mãe ou responsável                        Assinatura e Carimbo da Direção

Obs. Aluno Menor.

N O T I F I C A Ç Ã O

Notificamos o Senhor(a)_________________________________________responsável pelo aluno(a)_______________________________________________________________________matriculado no(a)_____________Ano do Ensino Fundamental/Médio Turma_______Turno_________________________a comparecer na escola, num prazo de 24 horas a contar do recebimento desta, para tratar sobre as faltas de seu filho(a).

Informamos ainda que o não atendimento a essa notificação poderá implicar em penalidades previstas no Regimento Interno ou encaminhamento para a Promotoria da Infância e Adolescência.

Aproveitamos para lembrá-lo do artigo 129 Inciso V do ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) onde diz: “O pai/mãe ou responsável  tem o dever de acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar”.

Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.

__________________________                  ___________________________

Assinatura do Pai/mãe ou responsável            Assinatura e Carimbo da Direção

Obs. Aluno Menor.

N O T I F I C A Ç Ã O

Notificamos o Senhor(a)_____________________________________responsável pelo aluno(a)____________________________________________________matriculado no(a)______Ano do Ensino Fundamental/Médio Turma_______Turno______a comparecer na escola, num prazo de 24 horas a contar do recebimento desta, para tratar sobre a aprendizagem de seu filho(a).

Informamos ainda que o não atendimento a essa notificação poderá implicar em penalidades previstas no Regimento Interno ou encaminhamento para a Promotoria da Infância e Adolescência.

Aproveitamos para lembrá-lo do artigo 129 inciso V do ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) onde diz: “O pai/mãe ou responsável  tem o dever de acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar”.

Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.

______________________________             _______________________________

Assinatura do Pai/mãe ou responsável             Assinatura e Carimbo da Direção

Obs. Aluno Menor.

N O T I F I C A Ç Ã O

Notificamos o Senhor(a)_________________________________________responsável pelo aluno(a)________________________________________________matriculado no(a)_____________Ano do Ensino Fundamental/Médio Turma_______Turno_________________________a comparecer na escola, num prazo de 24 horas a contar do recebimento desta, para tratar sobre a transgressão de seu filho(a) na data de _____/_____/_______.

Informamos ainda que o não atendimento a essa notificação poderá implicar em penalidades previstas no Regimento Interno ou encaminhamento para a Promotoria da Infância e Adolescência.

Aproveitamos para lembrá-lo do artigo 129 Inciso V do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) – “É obrigação do Pai/mãe ou responsável acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar”.

Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.

_____________________________             _______________________________

Assinatura do Pai/mãe ou responsável         Assinatura e Carimbo da Direção

Obs. Aluno Menor.

Aluno(a):____________________________Ano:_____Turma:____Período________

Data:_____/_____/_____   Horário:________________Telefone de Contato:________________

Termo de Compromisso

Aos_________dias do mês de_________________de dois mil e dez, na sala do Diretor Valson Campos dos Anjos, compareceram às_______horas, o (a) Senhor(a)______________________________________________, RG n°_________

Residente na rua_________________________________________n°___________

Bairro:____________________________________juntamente com  a criança / adolescente na presença da Diretora Adjunta Senhora Francinete Alencar Antunes e da Coordenadora Pedagógica Senhora________________________________________, para celebrarem por definitivo o TERMO DE COMPROMISSO entre ESCOLA, FAMÍLIA E PROMOTORIA DA INFÂNCIA E ADOLESCENCIA, tendo em vista as várias transgressões ao Regimento Interno do Estabelecimento de Ensino, onde a escola se compromete a acompanhar o processo ensino-aprendizagem e auxiliar o mesmo nas suas dificuldades quanto ao aproveitamento, e em contrapartida o adolescente se comprometerá em obedecer às normas da escola, respeitando seus professores, colegas e funcionários, e a vir cumprir ação educativa no período de ______ dias, no horário de _________ horas às  ________ horas. Sua genitora compromete-se em acompanhar e ajuda-lo a cumprir com o Regimento da Escola, sendo que o descumprimento ocasionará no encaminhamento do aluno para a Promotoria da Infância e Adolescente.

Campo Grande MS,__________de____________________de 2010.

_____________________________                             __________________________

Pai ou Responsável                                                                  Aluno(a)

___________________________                                _________________________

Coordenação Pedagógica                                                                 Direção

Portaria n° _______2010.

A D V E R T Ê N C I A

A Direção Escolar, no uso de suas atribuições legais:

R

E

S

O

L

V

E

Advertir o(a) aluno(a)_______________________________

do(a)_______Ano do Ensino Fundamental / Médio Turma______do Turno_______________ por transgredir as normas da escola segundo o Regimento Escolar e Projeto Político Pedagógico.

Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.

____________________________              _______________________________

Assinatura do Pai/mãe ou responsável              Assinatura e Carimbo da Direção

Obs. Aluno maior.

Portaria n° _______2010.

S U S P E N S Ã O

A Direção Escolar, no uso de suas atribuições legais:

R

E

S

O

L

V

E

Suspender o(a) aluno(a)_______________________________

do(a)_______Ano do Ensino Fundamental/Médio Turma______do Turno______por___________dias letivos, pelo fato do referido aluno ter transgredido as normas da escola segundo o Regimento Escolar e Projeto Político Pedagógico.

Ocorrência:______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.

_____________________________            _______________________________

Assinatura do Pai/mãe ou responsável                 Assinatura e Carimbo da Direção

Obs. Aluno maior.

Aluno(a):____________________________Ano:_____Turma:____Período________

Data:_____/_____/_____ Horário:________________Telefone de Contato:_________

Termo de Compromisso

Aos_________dias do mês de_________________de dois mil e dez, na sala do Diretor Valson Campos dos Anjos, compareceram às_______horas, o (a) Aluno(a)_______________________________________,RG n°_________________,

Residente na rua__________________________________________n°___________

Bairro:________________________________________na presença da Diretora Adjunta Senhora Francinete Alencar Antunes e da Coordenadora Pedagógica , para celebrarem por definitivo o TERMO DE COMPROMISSO entre ESCOLA, FAMÍLIA E JUSTIÇA, tendo em vista as várias transgressões ao Regimento Interno do Estabelecimento de Ensino.

Campo Grande MS,__________de____________________de 2010.

___________________________                              __________________________

Pai ou Responsável                                                                  Aluno(a)

____________________________                                _________________________

Coordenação Pedagógica                                                      Assinatura da Direção

Obs. Aluno maior.

BANNER PARA OS PAIS

Pais / Mães / Responsável

Comportamento MODERADO      –       IMPORTANTE

Se for importante tem tempo.

Comportamento GRAVE      –       PRIORIDADE

Aquilo que precisa ser resolvido agora.

Comportamento GRAVÍSSIMO     –      URGENTE

Se é urgente, o tempo acabou.

Não existe nada importante e urgente ao mesmo tempo.

O importante negligenciado se torna o urgente do amanhã

Indisciplina e Ato infracional

Ato Infracional e Ato de Indisciplina

“Art. 103 – a indisciplina escolar apresenta-se como o descumprimento das normas fixadas pela escola e demais legislações aplicadas (ex. Regimento Escolar )

– Ato infracional – Ela se traduz num desrespeito, seja do colega seja do professor, seja ainda da própria instituição escolar (depredação das instalações, por exemplo)( Estatuto da Criança e Adolescente)

Agora, um mesmo ato pode ser considerado como indisciplina ou ato infracional, dependendo do contexto em que foi praticado. Uma ofensa verbal dirigida ao professor, pode ser caracterizada como ato de indisciplina. No entanto, dependendo do tipo de ofensa e da forma como foi dirigida, pode ser caracterizada como ato infracional, ameaça, injúria ou difamação.

O ato indisciplinar deve ser regulamentado nas normas que regem a escola, assumindo o Regimento Escolar papel relevante para a questão.

O que é uma classe indisciplinada?

Indisciplina – Procedimento, ato ou dito contrário à disciplina; desobediência; desordem; rebelião. (Dicionário Aurélio)


Comportamentos – Matutino

Grave

Gravíssimo

Moderado

Atitudes a ser tomada

Jogar papéis no chão

4

1

7

Moderado: Professor

Conversas durante a aula

3

1

2

Grave: Coordenação

Não trazer material de acordo com a aula

3

3

1

Gravíssimo: Direção

Atender celular na sala

2

6

-

Após a terceira reincidência

Caderno sujo / desorganizado

2

2

3

O moderado passa

Não prestar atenção à aula: baixar a cabeça / cochilar

2

5

3

A grave

Sair da sala sem cartão do professor

2

-

4

A reincidência do grave

Não fazer as atividades de sala

3

4

-

Passa a ser

Não fazer as tarefas de casa

4

4

-

Gravíssimo e será

Não entregar os trabalhos no prazo estipulado pelo professor

6

-

2

Tomada as providencias conforme

Faltar a aula e não justificar / não buscar as atividades do dia

2

3

1

Regimento interno

Comparecer a escola sem uniforme

3

5

-

E PPP

Fazer outra atividade alheia a aula  do  momento

1

1

4

Rasgar / rabiscar o livro didático

2

6

-

Fazer má utilização do lanche

4

4

-

Matar aula

1

7

-

Responder com grosseria / má educação ao professor

2

5

-

Ser agressivo com o colega

2

6

-

Falar palavrões de baixo calão na sala de aula

1

6

-

Agressão física ao colega ou outros

-

7

-

Rabiscar, rasgar, jogar no lixo avaliação /trabalho/ comunicados entregues pelo professor

1

6

-

Pular o muro ou sair da escola sem autorização

-

8

-

Fumar na escola

-

7

-

Chegar na sala atrasado após o recreio

4

2

1

Comportamentos – Vespertino

Grave

Gravíssimo

Moderado

Atitudes a ser tomada

Jogar papéis no chão

3

-

8

Conversas durante a aula

4

1

7

Não trazer material de acordo com a aula

5

3

3

Atender celular na sala

3

7

-

Caderno sujo / desorganizado

7

-

3

Não prestar atenção à aula:baixar a cabeça / cochilar

5

5

1

Sair da sala sem cartão do professor

2

7

1

Não fazer as atividades de sala

3

7

1

Não fazer as tarefas de casa

-

2

8

Não entregar os trabalhos no prazo estipulado pelo professor

5

3

3

Faltar a aula e não justificar / não buscar as atividades do dia

4

1

6

Comparecer a escola sem uniforme

2

8

1

Fazer outra atividade alheia a aula  do  momento

5

1

4

Rasgar / rabiscar o livro didático

4

7

-

Fazer má utilizaão do lanche

2

9

-

Matar aula

2

8

2

Responder com grosseria / má educação ao professor

2

9

-

Ser agressivo com o colega

-

8

2

Falar palavrões de baixo calão na sala de aula

1

5

3

Agressão física ao colega ou outros

1

9

-

Rabiscar, rasgar, jogar no lixo avaliação /trabalho/ comunicados entregues pelo professor

2

7

2

Pular o muro ou sair da escola sem autorização

1

10

-

Fumar na escola

-

11

-

Chegar na sala atrasado após o recreio

6

-

6

Comportamentos – Noturno

Grave

Gravíssimo

Moderado

Atitudes a ser tomada

Jogar papéis no chão

1

-

3

Conversas durante a aula

4

-

-

Não trazer material de acordo com a aula

2

-

2

Atender celular na sala

2

2

-

Caderno sujo / desorganizado

3

-

2

Não prestar atenção à aula:baixar a cabeça / cochilar

1

-

-

Sair da sala sem cartão do professor

3

-

1

Não fazer as atividades de sala

1

1

2

Não fazer as tarefas de casa

-

-

3

Não entregar os trabalhos no prazo estipulado pelo professor

2

1

2

Faltar a aula e não justificar / não buscar as atividades do dia

1

-

3

Comparecer a escola sem uniforme

1

3

-

Fazer outra atividade alheia a aula  do  momento

1

-

2

Rasgar / rabiscar o livro didático

1

2

1

Fazer má utilizaão do lanche

2

2

-

Matar aula

2

2

-

Responder com grosseria / má educação ao professor

1

3

-

Ser agressivo com o colega

1

3

-

Falar palavrões de baixo calão na sala de aula

2

2

-

Agressão física ao colega ou outros

-

4

-

Rabiscar, rasgar, jogar no lixo avaliação /trabalho/ comunicados entregues pelo professor

3

1

-

Pular o muro ou sair da escola sem autorização

2

2

-

Fumar na escola

1

3

-

Chegar na sala atrasado após o recreio

-

-

3


Comportamentos Inadequados no Convívio Escolar (Após tabulação dos três períodos )

Moderado

Grave

Gravíssimo

Conseqüências Produzidas

Jogar papéis no chão

X

Advertência verbal coletiva, recolher os papeis.

Não fazer as tarefas de casa

X

Advertência verbal individual, Bilhete no caderno.

Faltar à aula e não justificar / não buscar as atividades do dia

X

Advertência verbal para aluno, estipular prazo para a organização do conteúdo perdido.

Fazer outra atividade alheia a aula no momento

X

Advertência verbal, com possível recolhimento da atividade alheia.

Conversas durante a aula

X

Advertência verbal, com possível encaminhamento.

Não trazer material de acordo com a aula

X

1º retirada do ponto de participação

2º comunicado por escrito para os pais.

3º recolhimento dos livros.

Caderno sujo / desorganizado

X

Solicitar a presença do Responsável, estipular um prazo pra a organização do mesmo.

Não entregar os trabalhos no prazo estipulado pelo professor

X

Sem justificativa, não será aceito em data posterior.

Chegar na sala atrasado após o recreio

X

Aluno reincidente será encaminhado à coordenação

Atender celular na sala

X

LEI ESTADUAL 2.807 de 18/02/2004 encaminhamento para a direção

Não prestar atenção à aula:baixar a cabeça / cochilar

X

Investigar a causa e encaminhar para a direção

Sair da sala sem cartão do professor

X

Inspetor encaminha para a coordenação

Não fazer as atividades de sala

X

Solicitar a presença do Responsável.

Comparecer a escola sem uniforme

X

Inspetor encaminha para a coordenação

Rasgar / rabiscar o livro didático

X

Encaminhar para a coordenação

Fazer má utilização do lanche

X

1º Recolhimento imediato do lanche e conscientização sobre alimentação

2º Encaminhamento para a coordenação (ação educativa)

Cabular aula

X

Suspensão – regimento escolar

Responder com grosseria / má educação ao professor

X

Encaminhamento para a coordenação (ação educativa)

Ser agressivo com o colega

X

Encaminhamento para a coordenação (ação educativa)

Falar palavrões de baixo calão na sala de aula

X

Encaminhamento para a coordenação (ação educativa)

Agressão física ao colega ou outros

X

Encaminhamento para a coordenação (ação educativa)

Rabiscar, rasgar, jogar no lixo avaliação /trabalho/ comunicados entregues pelo professor

X

Encaminhamento para a direção

Pular o muro ou sair da escola sem autorização

X

Suspensão – regimento escolar

Fumar na escola

X

LEI 9.294 de 15/07/1996 encaminhamento para a direção

ESCOLA ESTADUAL PROFª ADA TEIXEIRA DOS SANTOS PEREIRA

Projeto “Pai Participante, Aluno Brilhante”.

Campo Grande – MS,

Julho de 2009

“(…) a pessoa inteligente dirige a sua conduta mediante projetos, e isso permite-lhe aceder a uma liberdade criadora.”(…) Criar é submeter as operações mentais a um projeto criador” (Teoria da Inteligência Criadora, José Antonio Marina, Editorial Caminho, Lisboa, 1995, p.168.)

IDENTIFICAÇÃO

ESCOLA: Escola Estadual Profª Ada Teixeira dos Santos Pereira.

ENDEREÇO: Rua Lourenço da Veiga, s/n. Campo Belo.

DIREÇÃO: Professor Valson Campos dos Anjos.

DIREÇÃO-ADJUNTA: Professora Francinete Alencar Antunes.

SECRETÁRIA: Mariza Gomes de Matos.

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA: Professoras: Teresa Maria do Nascimento e Ana Amélia Queiroz.

PROJETO: “Pai Participante, Aluno Brilhante”.

CRIAÇÃO: Professor Valson Campos dos Anjos.

ELABORAÇÃO: Coordenação Pedagógica, Sala de Tecnologia Educacional e Professora Silvana Mara Pereira Mendes.

COLABORAÇÃO: De todos os Professores que compõe o Corpo Docente desta Escola.

JUSTIFICATIVA

Com o crescente aumento do problema da desagregação familiar e grandes períodos de ausência dos pais em decorrência das necessidades profissionais que tomam cada vez mais o tempo dos chefes de família, notamos que tal lacuna no acompanhamento de crianças e jovens  tem um reflexo direto na queda do desempenho escolar.

Pensando em sanar tal problema e, tendo em vista os princípios norteadores de nossa Proposta Pedagógica, que estipula como missão da Escola “garantir que todos os alunos realmente aprendam pelo menos o mínimo necessário em todos os conteúdos. Buscar sempre sua promoção intelectual e emocional, respeitando seu ritmo e desenvolvimento, trabalhando suas competências e valorizando seu progresso de maneira a formar o ser humano completo”,  tendo como valores que orientam o trabalho “o respeito à dignidade, respeito mútuo, justiça, solidariedade, diálogo, razão, religião, conhecimento e espírito crítico”, e diante dos resultados referentes ao rendimento escolar dos alunos apresentado no ano de 2006, extraídos do censo escolar, nos deparamos  com um grande desafio na nossa comunidade escolar.

Dessa forma, ainda no ano de 2006, em decorrência das dificuldades encontradas no acompanhamento dos pais ou responsável na aprendizagem de nossos alunos, acentuada com o baixo índice de participação dos mesmos nas reuniões pedagógicas, tivemos a  iniciativa de pensar um projeto que pudesse contribuir para resgatar a importante participação dos pais ou responsável no acompanhamento escolar de seus filhos. Nele, a instituição de ensino visa diminuir a lacuna deixada pela família através da promoção de situações que estimulem a participação dos pais na vida escolar dos filhos já que estudiosos modernos da educação divulgam amplamente  que a participação da família é fundamental para o sucesso do aluno.Tendo em vista tal premissa é que  buscamos a promoção de iniciativas que tornem essa parceria indissolúvel.Ter um maior e melhor contato com os pais é também um meio de melhor orientá-los sobre o modo como devem educar seus filhos para que possam efetivamente cooperar com a escola. Sentindo-se seguros, os pais transmitem esse  sentimento para os filhos que podem, dessa forma, desenvolver habilidades para resolver seus próprios problemas, estabilizando-se emocionalmente e podendo, desse modo, aprender mais e melhor.

Assim, em 2007 foi lançado o projeto “Pai Participante, Aluno Brilhante” com uma ampla divulgação na comunidade  através de faixas, rádios, propagandas volantes etc. a tentativa era obter com esse projeto, conforme já tenha sido dito, uma maior participação dos pais ou responsável no acompanhamento escolar dos nossos alunos, bem como em todas as atividades propostas pela escola. Da mesma forma que o pai ou responsável desde o nascimento de uma criança  recebe o cartão de acompanhamento de vacinas, teríamos a partir de então o cartão de acompanhamento de cada aluno, como um indicativo, digamos, da sua saúde escolar.

No decorrer de 2007, com a implantação do projeto, foi sendo implementadas ações envolvendo pais e filhos em atividades de integração, lazer, orientações de acompanhamento escolar e, especialmente, em reuniões pedagógicas. Nestas reuniões eram entregues os boletins de nossos alunos aos seus pais ou responsável, que por sua vez discutiam os resultados apresentados de seus filhos com os professores e coordenadores. Comparando com os dados apresentados em 2006, podemos constatar que em 2007 conseguimos avançar nos índices de aproveitamento apresentados pelos alunos, entre outros. Consideramos que tal fato não está dissociado de um maior acompanhamento dos pais na educação escolar de seus filhos, demarcado com a participação de 100 % destes pais em uma das reuniões pedagógicas realizadas.

No início do ano de 2008, chamamos novamente a comunidade escolar para fazermos uma avaliação do projeto e se todos aprovariam a continuidade do mesmo, por unanimidade todos demonstraram a satisfação com a proposta da escola, e nós, com a aceitação da comunidade, diante disso, demos continuidade ao projeto.

Porém, até meados de 2008, a escola contava com um posto policial em frente da escola, por falta de pessoal  efetivo este posto foi fechado, a insegurança no trajeto casa-escola, escola-casa retorna, tendo em vista que a região onde estamos localizados é considerada a segunda mais violenta da capital. Ainda com estas dificuldades, mesmo assim continuamos proporcionando aos pais os eventos pré-estabelecidos, no projeto “Pai Participante Aluno Brilhante”, mas é inevitável a contribuição negativa para o alcance e a ampliação dos objetivos propostos com a presença e participação dos pais na escola. Outro fato agravante desfavorável a apresentação de um bom índice de rendimento da aprendizagem de nossos alunos e da participação dos pais foi a rotatividade de professores que tivemos de enfrentar neste ano que alarmados com a insegurança dentro e no entorno da nossa escola, saiam  em busca de outras, com menor índice de violência.

Diante do exposto, percebemos que em 2008 não conseguimos superar os resultados apresentados no ano anterior, poderíamos ter conseguido melhorar ainda mais os índices de desempenho de nossos alunos, caso não tivéssemos que administrar os problemas relatados. Ressaltamos, no entanto, a solidez da referência trazida com a “cultura” do cartão de acompanhamento do aluno pelo pai ou responsável em nossa escola, semelhante ao que ocorre com o cartão de vacinação.  Solucionados os problemas de segurança, em 2009 relançamos o projeto no dia 20 de maio com a participação de 100% dos pais, confirmando assim sua aprovação. Realizamos também, no dia 05 de julho (domingo) um grande evento onde oferecemos salas de leitura, jogos de mesa, onde a participação era sempre em duplas ( pai / filho), além de palestras para pais e jovens.

Assim, a cada dia nos certificamos de que vale a pena acreditar na força coletiva, vale a pena acreditar quando os nossos sonhos são sonhados por todos. Os frutos são atribuídos à satisfação de contribuir para o sucesso coletivo que se reflete na democratização ao acesso de um dos mais importantes bens culturais da humanidade: A Educação.

A  nossa clientela é composta na sua maioria por pessoas oriundas das classes sociais menos favorecidas e enfrenta problemas sociais graves como grande incidência de uso de drogas e banalização da violência entre os jovens, violência doméstica, gravidez na adolescência, evasão escolar, baixo índice de escolaridade e desemprego.

A escola oferece o ensino fundamental nas séries iniciais no turno matutino. Já no turno vespertino oferece além do ensino fundamental – sendo 02 turmas de séries iniciais e 08 turmas das séries finais – o ensino médio. E no turno noturno, 02 turmas de EJA do ensino fundamental das séries finais e 04 turmas do ensino médio.

Contamos com o efetivo de 23 professores efetivos, 22 convocados, mas todos habilitados na sua área de atuação. O quadro administrativo consta de: 01 diretor, 01 diretora adjunta, 01 secretária geral, 02 coordenadores pedagógicos, 06 funcionários assistentes de secretaria, 03 inspetores de alunos, 03 merendeiras, 04 auxiliares de biblioteca, 03 porteiros, 04 funcionários de serviços diversos e 02 agentes patrimoniais. Estamos situados numa área de 1200 metros quadrados, constituída de 3 pavilhões contendo sala de direção e direção adjunta, sala da coordenação, secretaria, sala de professores, sala de tecnologia, biblioteca, sala de recursos, cozinha, depósito para merenda escolar, almoxarifado, dependências sanitárias, parque infantil e 01 quadra coberta 01 quadra descoberta.

A escola se localiza na região Norte da capital do Estado de Mato Grosso do Sul, bairro periférico, aproximadamente com 10.000 habitantes, circundada pelos bairros: Campo Verde, Campo Novo, Jardim Presidente e Nova Lima que juntos somam, pelo menos, mais 15 mil habitantes oriundas de áreas de comodato e favelas. A grande maioria são trabalhadores braçais, baixa escolaridade, renda familiar inferior a dois salários mínimos. A região já foi considerada uma das mais violentas da capital.

OBJETIVO GERAL

Envolver os pais no processo ensino-aprendizagem, visando o acompanhamento dos seus filhos na escola, de modo a fazer com que assumam suas responsabilidades enquanto responsáveis  e compartilhem com a escola do dever de educar as crianças e jovens sob sua tutela.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Favorecer o alcance das metas da escola por meio do estabelecimento de uma parceria entre ela e os pais, fazendo com que os mesmos assumam seu papel como co-responsáveis pelo desenvolvimento intelectual de seus filhos.
  • Auxiliar professores e demais envolvidos no processo ensino-aprendizagem no alcance de seus objetivos na medida em que a participação efetiva da família na vida escolar do educando faz com que este se sinta mais seguro e confiante na importância dos saberes dos quais está se apropriando para sua vida futura.
    • Promover o restabelecimento ou mesmo o fortalecimento dos vínculos afetivos que unem pais e filhos e com isto favorecer a estabilidade emocional de que tanto crianças e jovem precisam para seu pleno desenvolvimento.
  • Incentivar a vinda dos pais à biblioteca da escola, afim de  estimular o hábito da leitura .
  • Envolver os pais nas atividades extra curriculares realizadas na escola, promovendo maior integração entre pais, corpo docente e corpo discente.

METODOLOGIA

No  Projeto “Pai Participante, Aluno Brilhante”, os pais são convidados  para reuniões com a direção e professores da escola. As presenças às reuniões são registradas em um cartão de freqüência por meio de um carimbo que comprovará a participação daquele responsável a todos os eventos da escola  quando sua participação foi solicitada.

Nestas reuniões são abordados, além dos temas normalmente tratados em reuniões escolares (avisos gerais, desempenho do aluno, combinados entre pais e escola,etc),palestras com  temas que favoreçam o apoio e a orientação aos pais na tarefa de educar.

Realizamos também eventos aos domingos, afim de favorecer a participação daqueles que impedidos por seus horários de trabalho não podem participar quando nos dias de segunda a sexta feira.  Todas as atividades oferecidas do projeto o foco principal é a realização em duplas ( pai / filho)

Tais reuniões são realizadas entre o primeiro e o quarto bimestres letivos. Ao final do ano letivo,  tendo sido realizadas todas as reuniões previstas, os responsáveis pelo projeto apurarão a participação de cada pai ou responsável ás convocações e fará com que os que tiverem maior participação confirmada recebam, em solenidade promovida pela escola e tendo a presença de toda a comunidade por ela atendida, um Certificado de Participação.

Os pais são convidados também a comparecerem  mensalmente á biblioteca da escola para realizar atividades de leitura juntamente com seus filhos.

Embora a entrega do certificado tenha um caráter meramente simbólico para pais e alunos, acreditamos que o reconhecimento público de seu esforço e dedicação para a formação integral da criança ou jovem que está sob a sua responsabilidade, afetará positivamente não só aos próprios envolvidos diretamente, mas estimulará outros pais e responsáveis a também buscarem um maior envolvimento na vida escolar de seus filhos.

Para a realização de todos os eventos do projeto, contamos com a participação de todo o corpo docente e funcionários administrativos da escola.

AVALIAÇÃO

Quanto á avaliação,  é  feita de forma contínua, permeando todas as  fases do processo para que façamos os ajustes necessários ao alcance das metas propostas para a tarefa a que nos propomos realizar.

Também avaliamos na finalização, onde será levado em conta não só o aproveitamento escolar do aluno, visto que, embora seja objetivo prioritário da escola fazer com que ele alcance plenamente os objetivos para ele propostos, ou seja, a promoção para o ano subseqüente,  o mero esforço dos que por ele se responsabilizam em acompanhar sua vida escolar já se constitui num fator de sucesso para o projeto aqui delineado.

Em resumo, fatores como a comprovação ou não da aprovação do aluno, não serão determinantes para que consideremos nossos objetivos plenamente atingidos, já que não é esta a proposta do projeto a que nos propusemos a executar. Analisaremos caso a caso, considerando a participação efetiva da comunidade um fator indicador do alcance das metas propostas. Acreditamos que, desse modo já plantamos uma semente de esperança de um futuro de maior envolvimento e responsabilidade dos pais envolvidos, tendo dessa forma prestado mais um serviço à comunidade atendida pela escola.

CRONOGRAMA


ANO 2009

ETAPAS

1º bimestre 2º bimestre 3 bimestre bimestre
Escolha das datas e tema das palestras. X
Realização das reuniões, palestras e outras  atividades. X X X X
Avaliação do projeto X X X X
Registro da freqüência às reuniões e atividades . X X X X
Levantamento da freqüência às reuniões e outras atividades. X
Solenidade de certificação de pais. X

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

1. APRESENTAÇÃO

A construção da Proposta Pedagógica da Escola Estadual Prof’ Ada Teixeira dos Santos Pereira, teve como referência os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN – Lei n° 9394/96), Constituição Federal, além da Legislação Estadual, o Estatuto da criança e do Adolescente e o Regimento Interno da Escola.

Quando uma escola cumpre o calendário apenas para repassar conhecimentos a seus alunos, sem unidade de ação, sem uma utopia a perseguir, sem valores a defender e sem criticidade no exame das mensagens que transmite, ela se torna mera reprodutora de técnicas pré-estabelecidas e alienantes, contribuindo para a formação de pessoas a-críticas, e por isto susceptíveis a todo e qualquer tipo de manipulação.

Quando a escola se abre à participação e a criticidade de todos e com todos constrói a sua Proposta Pedagógica, ela se dispõe a propor um caminho de participação coletiva, contextualizado e contemplativo dos interesses de todos os segmentos que a compõe.

A elaboração do Projeto Político Pedagógico da Escola Estadual Profª Ada Teixeira dos Santos Pereira, foi realizado a partir dessa busca da participação de todos os segmentos da comunidade escolar (pais, alunos, corpo docente, corpo técnico administrativo), bem como de assegurar uma educação de qualidade, num ambiente inovador e de respeito ao próximo.

Uma proposta curricular é apenas um ponto de partida. O início de uma longa jornada, dependente, em especial, dos professores, alunos e dos outros sujeitos que compõe a comunidade escolar. Resguardando as devidas

proporções, a obrigatoriedade de construção do projeto político pedagógico na unidade escolar representa uma inovação em relação ao tempo de existência de referência somente aos manuais e receitas escolares.

Na construção deste documento que compreende o Projeto Político Pedagógico da Escola Estadual Profª Ada Teixeira dos Santos Pereira, procurou-se considerar os aspectos acima citados e outros a serem mencionados no decorrer da proposta que ora apresentamos. Temos como prerrogativa, no entanto, que a operacionalização de tal proposta é o maior desafio a ser enfrentado para significar estes aspectos. Por isso, e com base na perspectiva que todo projeto político pedagógico deve estar em permanente construção, estaremos comprometidos para empreender os ajustes necessários que a implementação do projeto apontar.

2. MARCO SITUACIONAL

  • 2.1 Histórico

A Escola Estadual Profª Ada Teixeira dos Santos Pereira foi criada em 1986, com a necessidade de atendimento escolar aos filhos dos moradores do Jardim Campo Belo, Jardim Presidente e, principalmente, do corredor do bairro Nova Lima. Até então, as crianças da comunidade estudavam em um anexo da Escola Municipal Profª Kamé Adania que não estava mais atendendo à demanda de vagas, tendo em vista o crescimento populacional da região, fazendo-se necessário, portanto, a existência de mais uma escola aos moradores residentes do local.

Enquanto aguardava as instalações próprias, a Escola Profª Ada Teixeira dos Santos Pereira funcionou com estrutura provisória e precária em duas pequenas salas de madeira nos fundos da Capela Sagrado Coração de Jesus na Rua João de Paula Ribeiro, esquina com a Rua Lourenço da Veiga, duas quadras distante da sede atual, onde funcionava anteriormente o anexo da Escola Kamé e também dentro da própria capela. Realizava atendimento diurno, inclusive com período intermediário para alunos de série iniciais e para alunos de uma 5ª série do Ensino Fundamental. Atualmente a escola atende aproximadamente um total de 1100 alunos e oferece o Ensino Fundamental, Ensino Médio, EJA – Fundamental e atendimento em Sala de Recurso.

As instalações da escola referente à sala de aula são satisfatórias A escola possui uma boa área territorial livre, 01 (uma) quadra coberta e 01 (uma) quadra descoberta. Mas, apesar de contar com salas de apoio como: Sala de Tecnologia Educacional, Biblioteca, Sala de Estudo para Professores, Sala de Professores, Sala de Recurso, apresenta necessidade de construção de sala para os laboratórios científicos com área suficiente para efetivar estas construções, pois prima pelo aprimoramento de novas possibilidades e técnicas de ensino, diversificando as aulas, tornando-as mais dinâmicas e motivadoras.

A situação da evasão escolar dos alunos do noturno é um problema a ser considerado. Diante desta problemática a Proposta Pedagógica da escola estará pautando seus objetivos no estímulo da permanência desses alunos na escola. Dessa forma, é de grande relevância aulas diferenciadas através de laboratórios científicos, como: física, matemática, biologia, química, tecnológicos. A educação de jovens e adultos é uma realidade que não apresenta índices satisfatórios de aprendizagem e alto índice de evasão escolar, necessitando assim de uma reorganização curricular adequada, bem como observância à questão da idade para o ingresso na EJA.

Os professores da escola são em sua maioria do quadro permanente, possuem nível superior, alguns com pós-graduação, e trabalham em sua área de habilitação. Mas, o quadro de docente sofre muito transtornos, devido à rotatividade que acontece nas lotações de professores, por situações alheias a gestão da escola. Tal fato compromete a aprendizagem dos discentes com freqüência. Quanto aos funcionários administrativos a escola apresenta deficiência de número de funcionários administrativos na secretaria, conforme sua tipologia e carência de formação continuada para os profissionais administrativos.

Conforme já evidenciado, a escola se encontra em um bairro, localizado na periferia do município de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul, que abriga moradores, em sua maioria, de baixa renda e com problemas como falta de saneamento, asfalto, água tratada e segurança pública. O envolvimento de jovens com drogas e gravidez na adolescência são outros tipos de problemas a serem enfrentados. Outra questão que muito tem preocupado a escola é o baixo rendimento de alunos, que apesar de freqüentes, encontram-se em defasagem no processo ensino-aprendizagem.

  • 2.2 Contexto sócio-econômico e cultural do Estado e Município

O estado de Mato Grosso do Sul vem passando por uma reestruturação econômica importante na conjuntura existente. Uma grande quantidade de usinas para a produção de álcool e açúcar está se instalando no Estado e se junta à pecuária e à agricultura, já pujantes de muitos anos, com pressupostos de alavancar o crescimento sócio-econômico. Outro setor que vem tendo destaque nesta perspectiva é o turismo. Campo Grande é a capital e o maior município do estado de Mato Grosso do Sul. Ela vem despontando como umas das principais cidades do Brasil em turismo de eventos, com realizações de grandes feiras, leilões, congressos e exposições, oferecendo, assim, excelentes oportunidades de negócios.

O município de Campo Grande possui uma grande diversidade de raças e culturas que formam uma identidade única de um povo simples, acolhedor, alegre e hospitaleiro. Dada a sua localização na região Centro-Oeste, tem uma posição estrategicamente favorável em relação ao Mercosul e aos grandes centros consumidores do país. Atualmente, é uma das cidades que mais se destaca em desenvolvimento e crescimento, de forma organizada e planejada, oferecendo melhoria e qualidade de vida para sua população.

  • 2.3 Aspectos legais

A criação da Escola Estadual Profª Ada Teixeira dos Santos Pereira pelo governo do Estado de Mato Grosso do Sul em 1986, conforme já tenha sido dito, foi em virtude de corresponder a uma demanda populacional no bairro e adjacências. O seu funcionamento, desde essa época, atende aos aspectos legais definidos na legislação concernente vigente, que atualmente, tem na LDBEN sua principal base de fundamentação legal.

  • 2.4 Desafios

2.4.1 – Aspectos Pedagógicos

O currículo escolar representa ir além do conteúdo proposto para o professor ensinar em um determinado nível de ensino. Fazem parte do processo ensino-aprendizagem que acontece no interior da escola, atores e agentes educativos como: alunos, professores, família, diretores, coordenadores, funcionários, poder público etc. As pessoas, representativas destes segmentos, trazem consigo suas verdades, convicções e ideologias, saberes adquiridos em suas experiências dentro e fora da escola; desejos, sonhos e necessidades, orquestrando um currículo “oculto”, presente nas entrelinhas do cotidiano escolar, e geralmente mais significativo do que o currículo oficial. O grande desafio atualmente é aproximar o currículo escrito e construído no PPP do currículo oculto, o feito na sala de aula e nas dimensões da prática pedagógica frente as adversidades que permeiam o contexto escolar, como problemas de ordem familiar, social, religiosa, deficiência nos cursos de formação para professores etc

2.4.2 – Aspectos Administrativos

Alguns dos desafios a serem enfrentados são o de fortalecer a gestão escolar e diminuir a rotatividade de professores, visando contribuir para a melhoria da qualidade do ensino.

3. MARCO TEÓRICO

  • 3.1 Visão de mundo e características da atualidade

Já foi o tempo em que se acreditava que todos poderiam aprender as mesmas coisas ao mesmo tempo e da mesma forma. Os seres humanos precisam ser respeitados na sua originalidade, constituída, entretanto, de múltiplas interferências. Os contextos sociais e culturais formam os sujeitos que, por sua vez, formam novos contextos. Essa rede constituinte e constituída por diferentes fatores, da qual o sujeito é parte integrante, precisa ser considerada nas relações que acontecem nas salas de aulas, entre seus diferentes elementos. Não é só o aluno que aprende nem o professor quem ensina. Ambos compartilham essas experiências, apesar do modo diferenciado. O processo educativo pressupõe ir além dos conteúdos disciplinares dos livros didáticos, da reprodução de modelos e técnicas preestabelecidas.

O homem é um ser construído historicamente a partir de suas relações sociais. Por isso o homem é considerado um ser social e a atividade de ensino formal, neste sentido, uma prática social. A racionalidade e a consciência histórica são aspectos inseparáveis e indissociáveis da condição de ser humano. Assim, a escola precisa estar aberta para os sentimentos e as histórias de seus alunos e professores. O cotidiano escolar precisa estar atento e contemplativo da história que acontece fora de seus muros. A realidade do mundo em que o aluno está inserido, com todas as suas cores e dissabores, precisa ser considerada. Dentre outras considerações, ela deve ser considerada como ponto de partida e de chegada nas ações educativas implementadas.

  • 3.2 Papel da Educação frente à nova conjuntura (tecnológica e globalizada)

A sociedade atual exige das escolas a formação de um aluno participativo, crítico e criativo. Os avanços tecnológicos do século XXI, especialmente aqueles ligados à comunicação e informação, exigem uma escola dinâmica, que vá além da transmissão de informação, comprometida com o processo ensino-aprendizagem de seus alunos. Transformar informação em conhecimento, garantir o acesso aos conhecimentos produzidos pela história da humanidade e contribuir para a construção da cidadania, podem ser considerados alguns dos propósitos da Educação nesse novo milênio.

  • 3.3 – Referenciais de qualidade na educação

Nos últimos anos o poder público tem tentado dar uma maior atenção na Educação do nosso país, preocupando-se em assegurar que os recursos constitucionalmente estabelecidos sejam, de fato, a ela destinados. Tal fato se reflete na criação de fundos para a Educação como a FUNDEB (Fundo Nacional de desenvolvimento da educação básica) e investimento em recursos humanos, com mais contratação de professores e melhoria de planos e cargos na carreira do magistério.

Apesar do atual Índice de desenvolvimento da educação básica apontar para uma melhoria qualitativa desse nível de Educação no Brasil, ainda são desafios a busca de uma escola pública mais igualitária, que assegure uma formação humana às pessoas e as torne verdadeiramente mais críticas, participativas e capazes de reconhecerem e exercerem, de fato, o valor da sua cidadania

  • 3.4 – O que se entende por escola pública de qualidade

A educação pode ser considerada um bem cultural da humanidade e, portanto, deve ser assegurada para toda a população do planeta. Para que todos tenham acesso à educação de igual qualidade é necessário assegurar à escola uma condição de gratuidade na atual conjuntura social estabelecida. Cabe ao Estado possibilitar o acesso à educação para toda a população, conforme referência constitucional em se tratando de legislação brasileira. Quanto à qualidade que se espera da escola pública brasileira vai depender da formação humana a ser buscada. Nos documentos curriculares prescritivos pela legislação, observa-se uma proposta de educação na perspectiva de formar o cidadão crítico, participativo e transformador. Neste sentido, a escola pública de qualidade é aquela que assume e se compromete com ações em tal perspectiva de formação humana.

  • 3.5 – Finalidades da educação

Á finalidade da Educação é a formação humana. A formação do ser crítico, participativo e capaz de transformar a realidade social em que está inserido é o compromisso a ser assumido pela educação brasileira, o qual a Escola Estadual Profª Ada Santos Pereira também se compromete em perseguir.

  • 3.6 – Missão

Nossa escola tem por missão assegurar uma educação de qualidade aos nossos alunos, num ambiente inovador e de respeito ao próximo, assegurando a participação de todos.

Realizaremos nosso trabalho oferecendo um ensino de qualidade, respeitando nossos alunos, pais, comunidade e equipe escolar; incentivando a participação de todos, para que juntos possamos inovar cada vez mais.

  • 3.7 – Valores

ü      Respeito à dignidade do ser humano;

ü      Respeito mútuo;

ü      Justiça;

ü      Solidariedade;

ü      Diálogo;

ü      Razão;

ü      Religião;

ü      Conhecimento;

ü      Espírito crítico.

4. MARCO OPERACIONAL

  • 4.1 – Níveis e modalidades de ensino

A escola oferece as seguintes modalidades de ensino:

- Ensino Fundamental;

- Educação de Jovens e Adultos, nas etapas do Ensino Fundamental;

- Ensino Médio;

- Sala de Recursos.

Número de turmas: 12 salas por turno. O número de alunos por turma será constituído de acordo com a legislação vigente.

A Unidade Escolar funciona em três turnos:

- Matutino → 1° ao 5° Ano – Ensino Fundamental

- Vespertino → 5°, 6° ao 9° Ano do Ensino fundamental e 1° Ano Ensino Médio

- Noturno → Educação de Jovens e Adultos, etapas iniciais e finais, Ensino Médio.

O Ensino Fundamental tem a duração de 9 (nove), sendo que os anos iniciais possui 5 (cinco) anos de duração e atende a faixa etária de 06 (seis) a 10 (dez) anos; já os anos finais possui 4 (quatro) anos de duração, atendendo a faixa etária de 11 (onze) a 14 (quatorze) anos. O primeiro e segundo anos iniciais são destinados a sistematização da alfabetização. A carga horária anual é constituída de 800 (oitocentas) horas para os anos iniciais e de 834 (oitocentos e trinta e quatro) horas para os anos finais.

O Ensino Médio é organizado em três anos, com carga horária de oitocentos e trinta e quatro horas.

Cada fase do curso de Educação de Jovens e Adultos, na modalidade do Ensino Fundamental, tem uma carga horária de seiscentos horas, que corresponderá a setecentos e vinte horas aula de 50 minutos, perfazendo um total de duas mil e quatrocentas horas e cento e oitenta dias letivos.

Para alcançarmos a escola que queremos, buscaremos imprimir uma proposta de ação com objetivo de contribuir na formação de alunos críticos, participativos, transformadores e capazes de atuar com bagagem política no mercado de trabalho. Daí a necessidade de investir na capacitação para melhoria do quadro de professores.

Os encontros pedagógicos de professores trarão inovações metodológicas através de seções de estudo e reflexões sobre as práticas educacionais. Portanto, a capacitação dos profissionais da educação em todas as áreas em que atuam nesta unidade escolar é de grande importância para que eles possam desempenhar bem sua função, pois a necessidade de funcionários capacitados e professores pesquisadores são fundamentais.

Entendemos que só através de uma ação conjunta da comunidade externa e interna é que vamos diminuir os problemas elencados no marco situacional. Para tanto, procuraremos buscar junto à Secretaria Estadual de Educação a ampliação do número de pessoal, bibliotecários, agentes administrativos, de limpeza e inspeção, implantar os laboratórios de matemática, química, física, biologia e tecnológicos.

Além disso, buscar ainda parcerias junto à iniciativa privada para melhorar o ambiente físico e os recursos pedagógicos, dinamizar os planejamentos dos professores através de estudos dirigidos, troca de experiências didáticas, entre outras atividades pedagógicas, estimular e dar suporte financeiro às atividades culturais tais como: apresentação de dança, teatro e músicas, promover eventos extraclasse com a participação da família (festas regionais, folclóricas e gincana escolar) , promover reuniões bimestrais entre a direção, coordenação, professores e pais, palestras diversas com temas atuais (família, meio ambiente, sexualidade, entre outros ),avaliar e adequar ao momento histórico a Proposta Pedagógica.

4.1.1 – Os objetivos

Os objetivos constituem a mola propulsora para se repensar qual a formação que se pretende que os alunos obtenham, que a escola deseja proporcionar e, principalmente, tem possibilidade de realizar. Devem orientar a seleção e a organização dos conteúdos, valorizando o saber do grupo e colocando-o como ponto de partida e ponto de chegada do trabalho educativo; desenvolver e indicar os recursos didáticos e os procedimentos avaliativos da atuação pedagógica. Por isso, todos os profissionais precisam participar da elaboração dos objetivos, já que estes estão diretamente ligados ao papel que a escola deve assumir perante os alunos, os educadores, os funcionários, os pais e a comunidade em seu todo.

Os objetivos precisam explicitar as características afetivas, cognitivas e físicas e as estruturas éticas, estéticas, de relação interpessoal e inserção social, a serem vivenciadas pelos alunos no processo de aprendizagem. Para isso, é importante conhecer a criança e seu grupo, atualizando essas informações individuais e sociais com seu contexto cultural e confrontando-as com os preceitos teóricos de diferentes pesquisadores: as características da faixa etária, o percurso que realiza em seu processo de aprendizagem, as intervenções sugeridas.

Por outro lado, é importante estabelecer objetivos comuns a toda escola para que se mantenha um nível de coerência entre os grupos/séries/ciclos. Aspectos cognitivos e sócio-afetivos estão envolvidos de forma indissociável, levando em conta que a criança é um todo e que, na escola, ela se insere num grupo que tem uma história de vida atrás de si. Os objetivos propostos dizem respeito à criança enquanto indivíduo e também devem ser adequados a cada escola, a cada contexto social, cultural e a cada grupo conforme seu contexto, sua dinâmica e faixa etária.

O Ensino Fundamental, obrigatório e gratuito, tem por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:

ü      o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

ü      a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

ü      o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;

ü      o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

O Ensino Médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, tem como finalidade:

ü      a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;

ü      a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade às novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;

ü      o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

ü      a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.

A Educação para Jovens e Adultos objetiva:

ü      restabelecer a igualdade de direito à educação, garantindo a oferta do Ensino Fundamental e do Ensino Médio para Jovens e Adultos que a eles não tiveram acesso ou não os concluíram na idade própria;

ü      propiciar uma formação de qualidade, com modelo pedagógico próprio, criando situações pedagógicas adequadas às necessidades, expectativas e disponibilidade dos jovens e adultos;

ü      reconhecer e validar competências e conhecimentos adquiridos pelo educando na vida cotidiana e no trabalho;

ü      ampliar as perspectivas de trabalho e renda e de participação política e social dos alunos, visando à melhoria de qualidade de vida, por meio da apropriação do conhecimento sistematizado, historicamente construído, da potencialização e desenvolvimento de habilidades;

ü      proporcionar oportunidades de educação permanente.

4.1.2 – Estrutura organizacional

Escola Estadual Profª Ada Teixeira dos Santos Pereira

Rua Lourenço da Veiga, s/n°  – Bairro: Jardim Campo Belo

Campo Grande – MS

Tel/Fax: (67) 354-5641 e (67) 3355-5679

e-mail: escolaada@hotmail.com

Tipologia: C

Localização: Urbana

CNPJ: 02.585.924/0044-62

A Unidade Escolar é constituída por:

- Direção;

- Direção Adjunta;

- Secretaria;

- Coordenação Pedagógica;

- Assessoramento Escolar;

- Corpo docente;

- Apoio Técnico Operacional;

- Corpo discente;

- Colegiado Escolar;

- Associação de Pais e Mestres.

  • 4.2 – Formação inicial e continuada dos profissionais da educação

Pretende-se promover cursos de capacitação dirigidos ao administrativo e corpo docente da escola durante o ano. Além disso, a escola divulgará e facilitará o acesso a participação em cursos e eventos científicos, dentre outras possibilidades de aprimoramento visando o processo de formação continuada

  • 4.3 – Organização Curricular

4.3.1 – Referenciais Curriculares

A Escola desenvolve os conteúdos básicos dos currículos e programas buscando adapta-los à realidade dos alunos. Pretendemos acrescentar na grade curricular os conteúdos de maneira interdisciplinar e através de projetos coletivos, baseado nos PCNS. Todo planejamento a ser desenvolvido será organizado através de encontros mensais de professores, serviço pedagógico e direção.

Desenvolver projetos sobre o “Trânsito”, atendendo ao Resolução/SED n° 2037/2007 incentivando ações educativas dentro da escola e comunidade em respeito às leis de trânsito para que se possam ter resultados efetivos, criando uma consciência crítica e conseqüentemente mudanças de atitudes.

É de fundamental importância definir o que se entende por currículo. O termo currículo dentro de uma perspectiva conservadora é definido como o conjunto de matérias ou disciplinas escolares; como o conjunto de experiências desenvolvidas na escola ou mesmo como seleção de conhecimentos a serem transmitidos e assimilados pelos alunos. Nessas concepções todos os indivíduos são considerados iguais ou, pelo menos, tratados da mesma forma, tendo os mesmos conhecimentos a serem incorporados. Não consideram as diferenças, e a escola se propõe a igualar indivíduos desiguais.

O currículo está diretamente relacionado às metas e intenções da escola, de seus educadores e alunos. Os conteúdos são considerados como um meio para a formação de cidadãos críticos, autônomos e atuantes, o que ultrapassa uma simples listagem de conceitos. Em tal posição, a escola é alicerçada no direito de todos os cidadãos desfrutarem uma formação básica comum e de respeito aos seus valores culturais. Nessa perspectiva, é possível afirmar que o currículo engloba valores, atitudes e procedimentos além de abranger questões referentes ao “quê”, “para quê” e “como” ensinar, articuladas ao “para quem”. Assim, as decisões relativas ao “para quê” implicam a definição de objetivos político-pedagógicos. É impossível pensar no currículo sem o estabelecimento dos objetivos a serem alcançados. De acordo com o Referencial Curricular por disciplina consideramos que:

“Precisamos contribuir para criar a escola que é aventura, que marcha que não tem medo do risco, por isso recusa o imobilismo. A escola em que se pensa em que se atua, em que se cria, em que se fala, em que se ama, se, a escola que apaixonadamente diz sim à vida. “

Paulo Freire

Pensar a educação como prática social, inserida na história e na cultura, requer entendê-la aliada à multiplicidade que constitui e caracteriza o ser humano, nas constantes idas e vindas, nas construções e reconstruções, semelhanças e diferenças. É nessa dialética que os homens se constituem e se reconhecem sujeitos da história, instrutores da cultura. Os textos e demais formas de expressão/linguagem estão, assim, carregados de conceitos/ conteúdos construídos no momento histórico-social em que foram produzidos. Isto significa dizer que textos, sejam eles orais ou escritos, e tantas outras formas de expressão utilizadas neste processo estão marcados pela história e pelas histórias de seus produtores, condicionados por características culturais do espaço em que são produzidos. Entender essas relações e trabalhar com elas é passo importante para que a escola ressignifique seu trabalho, sua ação pedagógica. Mais do que classificar e rotular seus alunos, a escola deve proporcionar a apropriação e a expansão dos seus conteúdos, visando desenvolver a competência dos alunos para que cada vez mais compreendam e atuem no mundo em que vivem.

“(..) se concebe a educação escolar como uma prática que tem a possibilidade de criar condições para que todos os alunos desenvolvam suas capacidades e aprendam os conteúdos necessários para construir instrumentos de compreensão da realidade e de participação em relações sociais, políticas e culturais diversificadas e cada vez mais amplas, condições estas fundamentais para o exercício da cidadania na construção de uma sociedade democrática e não excludente. ” (PCN – v.1, p.47)

A construção de uma prática pedagógica que dê conta das diferenças dos alunos e que, ao mesmo tempo, considere estas diferenças como elementos ricos de trabalho, promovendo uma constante interação entre os pares, é um princípio fundamental nesta perspectiva. As possibilidades do aluno devem representar uma experiência de sucesso; pois caso contrário a diferença pode significar uma experiência de fracasso e o ato de aprender irá se transformar em ameaça e medo.

Neste sentido, a linguagem vista como atividade do sujeito, apropriada pela criança na interação com o meio, constitui o objeto do nosso trabalho. Pensar a escola como espaço de interlocução e de produção de diferentes caminhos é pensar a sala de aula como um espaço de produção do conhecimento. Assim, o trabalho precisa ter como preocupação os diversos “textos” produzidos em sala de aula: os usos e as funções sociais da linguagem precisam ter como eixo a formação de um cidadão autônomo e participativo.

Ressaltamos a importância de estarmos sempre atentos e de não perdermos de vista a função social da escola: Para que ensinamos o que ensinamos? Para que as crianças aprendem o que aprendem? O que queremos com o nosso aluno? E mais ainda, o que é formar um cidadão autônomo e participativo? Os conteúdos ensinados, o enfoque dado a estes conteúdos, as estratégias de trabalho pensadas para os alunos, o .relacionamento com eles, o sistema de avaliação, entre outras questões estarão diretamente relacionados a uma concepção filosófica e política de sociedade, de vida humana.

A escola desenvolverá projetos especiais, atendendo as dificuldades que vão surgindo no decorrer do processo ensino-aprendizagem, objetivando a melhoria da prática educativa.

- Projeto Karatê (SED)

- Projeto Xadrez

- Projeto superação / Projeto Detranzinho

- Jogos Interclasse (Semestral)

- Aulas de Reforço

- Festa Junina

- Festa da Primavera

Quanto ao papel do professor a primeira reflexão sobre este tema diz respeito à posição do professor. Não se trata da posição sócio-econômica dos profissionais da educação, mas sim do status, do papel social que exercem e têm exercido em suas comunidades, ao longo da história. Neste sentido, precisamos olhar ao redor para perceber, o que não é difícil, que imagem de bom professor está no imaginário de nossa sociedade. O professor competente é aquele que impõe respeito, que não dá “mole” para os alunos, e que acaba distribuindo notas baixas e reprovações.

Existe ainda uma idéia paralela, menos acreditada, mas forte quando se pensa nos primeiros anos do Ensino Fundamental, que relaciona o professor à imagem de “tio”. Tio qualquer um é! Além dos fatores familiares que levam alguém a ser tio ou tia, no ônibus, o trocador é tio! Na lanchonete, a balconista é tia! Os amigos de seus filhos o(a) chamam de tio(a)! Não há dúvidas de que tal expressão não reflete de forma digna a posição social que, enquanto educadores, os professores devem lutar para ter.

Ainda existem as imagens relacionadas à tirania, a inflexibilidade, a intolerância facilmente detectada na subjetividade da população. O que está por trás desses estereótipos: quem é o professor? E que tipo de pessoa o professor pretende ajudar a formar?

“Primeiramente, do ponto de vista dos fins perseguidos: é evidente que os métodos serão diferentes se desejarmos formar uma personalidade livre ou um indivíduo submetido ao conformismo do grupo social a que ele pertence. “(Piaget, 1973).

Está bem claro que quando o professor grita, está contribuindo para a formação do aluno de uma forma diferente de quando dialoga. Podemos perceber a diferença entre uma postura (a do grito) e a outra (a do diálogo), no reflexo das mesmas no indivíduo. Posturas agressivas, rudes, impetuosas por parte do professor levam, geralmente, à coação. Já aquelas ponderadas, refletidas, pautadas na conversa, criam um ambiente cooperativo.

A diferença entre a coação e a cooperação é grande e precisa ser revelada! Segundo Piaget (1973), instaurar um ambiente de coação não implica em instaurar mudanças de comportamento:

“Quantas crianças nos disseram que é permitido mentir quando isso não é percebido! “

Quando o professor coage um aluno, precisa ter clareza de que pretende interromper uma ação, fazê-lo de forma imediata. Mas que certamente não está fazendo-o compreender o porquê disso.

“… a coação não é fonte de equilíbrio operatório porque é irreversível e tem um sentido único da ação dos mais velhos sobre os mais novos; e também porque não existe uma obrigatoriedade na conservação das proposições e dos valores, uma vez que ao cessar a força da autoridade, o sujeito poderá passar a pensar por si mesmo. “

(Araújo, 1996).

De acordo com os estudos de Piaget, a coação não surte o efeito transformador porque não age inteiramente no indivíduo. Ela não faz com que se pense no que foi feito, nem é fonte de conhecimento que possa ser aplicado em outras situações vividas. A cooperação, segundo estes mesmos estudos, é contribuinte direto para o estabelecimento de construções cognitivas sobre os atos e suas conseqüências. E fonte inesgotável de reflexões críticas sobre as ações.

A opção que se faz nesta proposta, como já deve estar bem explícito, trilha o percurso do diálogo, da clareza das regras e das possibilidades, do entendimento dos limites; caminha em função da compreensão de todos os indivíduos envolvidos no processo.

A busca que se estará travando, a partir de cada atitude do professor para com seu aluno, será a de fazê-lo pensar sobre sua atitude, usar mecanismo da lógica e da coerência para criticamente perceber-se em seus atos.

O professor age, deste modo, como parceiro no caminhar do aluno, e tem um papel indispensável: o de mediador. Cooperativamente, ajudará seu aluno a perceber procedimentos indevidos e inadequados (fazendo-o interrompê-los ou reformulá-los) e, ainda, dará a ele chances de se colocar, de explicitar suas razões, opiniões.

A cooperação, neste sentido, exige uma postura de respeito mútuo, de reciprocidade entre os sujeitos. Não pode existir o poder ilimitado do adulto sobre a criança quando se pretende instaurar um ambiente cooperativo! A voz da criança tem de ser ouvida e respeitada.

É muito importante ressaltar, porém, que muitos exageros e distorções são comumente manifestos por aqueles que comparam práticas tradicionais com exercícios de cooperação. Isso acontece pois conceitos de cooperação e de democracia estão, provavelmente, pouco explícitos para alguns. O que se vê, então, são discursos que revelariam um sistema permissivo e ‘descontrolado. Freire (1997), pontua:

“Não resolvemos bem, ainda, entre nós. a tensão que a contradição autoridade­ liberdade nos coloca e confundimos quase sempre autoridade com autoritarismo, licença com liberdade. “

A cooperação não isenta, pois, o professor de seu papel de autoridade na sala de aula. A busca pela coerência entre propósitos e posturas, se faz primordial. Neste sentido, repudia-se também a permissividade. Algumas situações exigem uma atuação mais direta por parte do professor e este não pode se privar de sua responsabilidade de ser claro, sem rodeios.

Em suma, esta proposta, revela a opção da atuação educacional que visa a formação de seres humanos sensíveis, responsáveis, questionadores, potenciais transformadores de suas realidades. E justamente por isso, só poderia propor a atuação de professores conscientes e envolvidos no processo que mediam. Para participar de uma prática educativa que leve à humanização, se faz imprescindível ativar as características que nos faz humanos!

“… Como prática estritamente humana, jamais pude entender a educação como uma experiência, sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos, os sonhos devessem ser reprimidos por uma espécie de ditadura racionalista. ” (Freire, 1997)

Acreditamos que, quando ponderamos com nossos alunos, quando paramos para escutá-lo, quando respeitamos suas vozes, acreditando que são também produtoras de opiniões; quando os ajudamos a resolver problemas cotidianos, quando ‘cuidamos’ da maneira com a qual interferimos nestas situações de conflito e em diversos outros momentos – respeitando seus sentimentos. Enfim, quando nos tornamos seus parceiros no processo, estamos promovendo a aquisição de um conhecimento que está em toda a sua vida. Estamos, efetivamente, contribuindo com sua formação.

Estamos, assim, desempenhando nosso papel primeiro: educadores. Não podemos nos furtar de pontuar, no entanto, que vários outros fatores influenciam o ato de educar. O papel do professor é recheado por muitas questões que o envolvem dentro da sala de aula, no convívio com seus alunos, além daqueles inerentes à sua formação profissional e sua vida pessoal.

4.3.2 – Conteúdos

Se mudarmos o modelo de organização curricular, inevitavelmente, o conceito de conteúdo sofre alterações em seu entendimento. Ele precisa de algum modo, ser portador da inter-relação entre a concepção de aprendizagem que se tem, o entendimento do conceito de infância adotado e a perspectiva de formação que se pretende efetivar. Deste modo, partindo dos ideais de formação de autonomia e criatividade, aos quais esta proposta se direciona, é indispensável que se vá além das tradicionais listas de temas desconexos, limitados e voltados para eles mesmos. Um novo tratamento e entendimento do que é o conteúdo precisa ser buscado! Essa reflexão tem sido travada por muitos que têm pensado em Educação e pode-se constatar um interessante produto deste processo no encaminhamento que foi dado ao tema conteúdo nos Parâmetros Curriculares Nacionais:

“Neste documento, os conteúdos são abordados em três grandes categorias:

conteúdos conceituais, que envolvem fatos e princípios; conteúdos procedimentais e conteúdos atitudinais, que envolvem a abordagem de valores, normas e atitudes. “

(Vol. 1, p.74, 1996).

Até hoje, a escola admite como sendo seus conteúdos de trabalho, aqueles que envolvem saberes e noções relacionadas às disciplinas específicas. Limita-se, em geral, ao trato dos conteúdos conceituais – que envolvem os fatos e princípios de uma dada área do conhecimento. E ainda lida com estes conceitos de forma estanque, tratando-os como fim em si mesmo, não os relacionando com o mundo, nem vice-versa.

Na visão desta proposta, como já se pontuou, entende-se que esses importantes conhecimentos destacados da relação com o mundo, se perdem, se “esvaziam”. É preciso ressignificá-los, então. Questões como ética, preconceito, respeito, etc., que estão permeando a vida e o mundo de todos nós, não costumam ser consideradas como conteúdos de trabalho escolar. Por quê? Como não trabalhar esses conteúdos, manifestos no dia-a-dia desta sociedade?

Os conteúdos atitudinais são aqueles voltados para a construção de valores e hábitos da vida em sociedade. Nesta perspectiva, além de conteúdos conceituais, é preciso incluir atitudes, valores e hábitos nas preocupações e objetivos curriculares. Para contribuir na formação da cidadania, a escola precisa trabalhar situações onde valores como justiça, honestidade, solidariedade, compromisso e pensamento crítico sejam vivenciados.

Os conteúdos procedimentais dão conta das capacidades que precisam ser desenvolvidas para um “saber fazer”. Instrumentalizam as crianças a optarem por uma atividade e terem a capacidade de, ordenadamente, realizar uma série de ações que os levem aos fins que perseguem. Como, por exemplo, o desejo de montar um seminário sobre invertebrados. Com autonomia, serem capazes de perceber que precisariam pesquisar fontes, lê-Ias, sintetizá-las, elaborar registros, planejar a exposição… Enfim, referem-se à aprendizagem dos procedimentos necessários à realização de projetos, decisões, cálculos… Numa proposta como essa, na iqual percebemos que o conceito só não basta, o trabalho com os procedimentos, com os “meios”, ganha relevo!

Entendemos que o trabalho que visa a interlocução conceito /procedimento / atitude está realmente favorecendo e preocupado com uma formação de cidadãos plenos: informados, conscientizados, capacitados ao encontro do mundo.

4.3.3 – Metodologia

A Proposta Pedagógica da escola baseia-se nos princípios da Pedagogia de Freinet. Acreditando que educar é construir juntos, a Pedagogia de Freinet se alicerça em quatro eixos fundamentais:

1- Cooperação: Como forma de construção social do conhecimento;

2- Comunicação: Como forma de integrar esse conhecimento;

3- Documentação: Registro da história que se constrói diariamente;

4- Afetividade: Elo de ligação entre as pessoas e o objeto de conhecimento.

Apresentamos em seguida os princípios que Freinet considera invariáveis: “As Invariantes Pedagógicas”

- A criança e o adulto têm a mesma natureza;

- Ser maior não significa necessariamente estar acima dos outros.

- O comportamento escolar depende de seu estado fisiológico e orgânico, de toda a sua constituição.

- A criança e o adulto não gostam de imposições nem disciplinas rígidas, quando significam obedecer passivamente a uma ordem externa.

- Ninguém gosta de fazer determinados trabalhos por coerção, mesmo que, em si, eles não desagradem. Toda atitude coersiva é paralizante.

- Todos gostam de escolher seu próprio trabalho, mesmo que a escolha não seja a mais vantajosa.

- Ninguém gosta de trabalhar sem objetivo, atuar como máquina, sujeitando-se a rotinas das quais não participa.

- A motivação é fundamental para o trabalho.

- Todos querem ser bem-sucedidos. O fracasso inibe, destrói o ânimo e o entusiasmo.

- O jogo não é natural à criança mas, sim, o trabalho.

- Não são a observação, a explicação e a demonstração – processos essenciais da escola – as únicas vias normais de aquisição de conhecimento, mas a experiência tateante, que é uma conduta natural e universal.

- A memória tão preconizada pela escola, só é válida e aceitável, quando integrada no tateamento experimental, onde é posta a serviço da vida.

- As aquisições não ocorrem pelo estudo de regras e leis, como, as vezes, se crê, mas sim pela experiência. Estudar primeiro regras e leis é colocar o carro na frente dos bois.

- A inteligência não é uma faculdade específico, que funciona como um círculo fechado, independentemente dos demais elementos vitais do indivíduo, como ensina a escolástica.

- A escola cultiva apenas uma forma abstrata de inteligência que atua fora da realidade viva, fixada na memória por meio de palavras e idéias.

- A criança não gosta de receber lições “ex-cathedra”.

- A criança não gosta de sujeita-se a um trabalho em rabanho. Ela prefere o trabalho individual ou de equipe numa comunidade cooperativa.

- A ordem e a disciplina são necessárias à aula.

- Os castigos são sempre um erro. São humilhantes, não conduzem ao fim desejado e não passam de paliativo.

- A nova vida da escola supõe a cooperação escolar, isto é, a gestão da vida e do trabalho escolar pelos envolvidos, incluindo o educador.

- A sobrecarga das classes constitui sempre um erro pedagógico.

- A concepção atual dos sistemas escolares conduz professores e alunos ao anonimato, o que é sempre um erro e cria sérias barreiras.

- A democracia de amanhã prepara-se pela democracia na escola.

- Um regime autoritário na escola não é capaz de formar cidadãos democráticos.

- Uma das primeiras condições para renovação da escola é o respeito à criança e, por sua vez, a criança ter respeito aos seus professores; só assim é possível educar dentro da dignidade.

- Temos que contar com a reação pedagógica que manifesta uma posição social e política.

- É preciso ter esperança otimista na vida.

A Pedagogia Freinet trata-se de uma prática libertadora na qual os problemas da vida e da prática social são discutidos em grupo e avaliados cooperativamente.

O conjunto das práticas que fundamentam a Proposta Pedagógica da Escola Estadual Professora Ada Teixeira dos Santos Pereira é conhecida como Técnicas ou Pedagogia Freinet baseadas em atividades como:

Aula passeio

Texto livre

Jornal escolar

Cooperativa escolar

Biblioteca de trabalho

Plano de trabalho semanal

A Pedagogia Freinet é uma proposta pedagógica que tem em mira modernizar a escola, marcando assim uma nova etapa da evolução da mesma, através de uma gama de valores alicerçados no bom senso. Freinet não quer uma escola à parte, mas a própria escola pública (escola do povo) é que deverá ser modernizada para atender, na sua essência, às necessidades do povo. Para isso ele põe em evidência meios que revolucionaram, tanto a educação de um modo geral, quanto à escola em particular, estabelecendo uma verdadeira relação professor-aluno.

Trata-se de um movimento de reação contra tudo o que existe de tradicional na escola. A sala de aula passa a ser o lugar onde professor e alunos discutem conjuntamente, em clima de harmonia e disciplina, tanto os conhecimentos básicos da aprendizagem, como os problemas da vida cotidiana.

É uma educação que respeita o indivíduo e a diversidade e reencontra a identidade própria do ser humano através da individualidade de cada um; que respeita as crianças tais quais elas são, sem submetê-las a modelos pré-estabelecidos e que as ajuda na formação de sua personalidade. É uma pedagogia real e concreta que procura oferecer às crianças e aos adolescentes uma educação condizente com as suas necessidades e mediante as práticas cotidianas.

É uma escola do povo. Escola essa que procura responder aos anseios individuais, sociais, intelectuais, técnicos e morais da vida desse povo, numa sociedade em pleno desenvolvimento tecnológico e científico.

É uma pedagogia que tem em mira formar o homem mais responsável, capaz de agir e interagir no seu meio; um homem mais apto a contribuir na transformação da sociedade. Para tanto, na sua prática educativa, tem primazia o desenvolvimento do espírito crítico, o questionamento das idéias recebidas, o espírito de curiosidade.

Os fundamentos e as linhas de ação da Pedagogia Freinet, estão centrados no “homem” a fim de elevá-lo a mais alta dignidade do seu ser. E a realização plena de sua personalidade através da vivência de sua cidadania.

A Pedagogia Freinet não se dá no vazio de uma ação educativa sem rumos concretos. Por essa razão ele estabelece bases de apoio que são os seus princípios.

O principio da cooperação – permite desenvolver entre as crianças e entre estas e os professores, relações que conduzem à organização das diversas modalidades de trabalho como: conversa livre, conselho de classe, reunião cooperativa em acordo com a idade dos alunos. A reunião cooperativa é a mola mestra de todas as decisões, sejam relativas às práticas pedagógicas do ensino-aprendizagem, sejam no âmbito do desenvolvimento de atitudes e habilidades, que no seu conjunto constitui a “formação do homem”.

A vida cooperativa muda às condições de trabalho de sala de aula instaurando novas estruturas de relações que priorizam as responsabilidades e as competências e dão ao trabalho o seu verdadeiro lugar pela valorização de todos os sucessos, pela multiplicação desses sucessos e pelo encaminhamento adequado dos erros que geram os fracassos. A vida cooperativa responderá a demanda real – a da segurança e a da ordem.

- Organização cooperativa – A reunião cooperativa para a gestão do trabalho e a regulamentação dos conflitos. A divisão das responsabilidades. Elaboração das regras de vida e de trabalho.

- A comunicação e a expressão livre – Propicia uma aprendizagem viva e real desde que a criança tenha liberdade de expressar o seu pensamento em todas as circunstâncias que lhe são permitidas: o desenho a palavra oral e escrita, as construções etc.

- Expressão e comunicação -Conversa livre, textos livres, expressão corporal e artística, conferências debates…

A educação do trabalho é pensada enquanto atividade produtiva que auxilia a criança a construir a sua própria aprendizagem. Para tanto, o trabalho deve ser realmente livre, escolhido por ela e organizado no seu plano de trabalho tanto individual quanto coletivo. Numa educação pelo trabalho não tem sentido e nem lugar tarefas impostas que conduzem as crianças a se desobrigarem o mais cedo possível para se verem livres de tal tarefa como se fosse um fardo pesado em lugar de ser uma atividade prazerosa.

- Trabalho individualizado e socializado: contratos de trabalho, projetos, pesquisas, avaliação formativa, trabalho com fichas, livros…

O tateamento experimental – é um processo que se inscreve no “devir” global de cada criança como parte integrante da formação de sua personalidade. Não é uma técnica pedagógica tendo por objetivo a assimilação do saber, nem um simples caminhar em busca da aquisição do saber. É um ato inteligente desempenhado por um ser que busca a construção do seu conhecimento. A superioridade do “tateamento experimental” está no fato de que o homem e a criança não copiam um tateamento e sim o constroem, gerando assim a experiência. Segundo Freinet o tateamento experimental contribui para a edificação da inteligência.

Seguindo a Pedagogia Freinetiana, na Escola Estadual Prof.ª Ada Teixeira dos Santos Pereira são desenvolvidos durante o ano letivo os seguintes projetos:

-Mostra Cultural:

Objetivo: Investir na cultura como mediação  imprescindível para fortalecer a autoconfiança dos alunos, impulsionar processos construtivos e criativos, desenvolvendo a auto-estima, integração com a família, escola e comunidade por meio de atividades culturais, estimulando o desenvolvimento e o exercício da cidadania por meio de temas do cotidiano.

-Vivenciando Valores:

Objetivo: proporcionar momentos de reflexão e diálogo, tendo como referência a vivência de valores independentes da classe social ou cultural, contribuindo na construção do conjunto de valores que orientem a perspectiva de nossos jovens, desenvolvendo maior responsabilidade nas suas escolhas.

-Ler  para descobrir significados:

Objetivo: despertar em toda comunidade extra e intra-escolar a curiosidade e a imaginação estimulando-os à reflexão através da leitura, construindo seu repertório e aprendendo como funciona a linguagem que se usa para escrever despertando o interesse pela leitura como fonte de prazer e conhecimento.

-Pai Participante, Aluno Brilhante:

Objetivo: envolver os pais no processo ensino-aprendizagem visando acompanhamento dos seus filhos na escola, de modo a fazer com que assumam suas responsabilidades enquanto responsáveis e compartilhem com a escola do dever de educar as crianças e jovens sob sua tutela.

  • 4.4. – Tempo Escolar

Uma questão de extrema importância para o educador é a prática da sala de aula, que precisa ser pautada no “fazer aprender”. O que fazer e como fazer precisa ser uma reflexão presente. Na verdade, se nos últimos anos, as propostas educacionais e a forma de entender o processo de ensino e aprendizagem mudaram, deve-se mudar também a forma de organizar e atuar em um grupo.

“Grupo é o resultado da dialética entre a história do grupo (movimento horizontal) e a história dos indivíduos com seus mundos internos, suas projeções e transferências (movimento vertical) no suceder da história, da sociedade em que estão inseridos”

Madalena Freire

A velha imagem de uma sala de aula sem vida, sem diálogo, onde os alunos estão sentados enfileirados diante de um professor e um quadro de giz; onde o professor fala, decide, determina e o aluno ouve, obedece e executa, ou seja, onde ele é apenas um recipiente a ser preenchido com o saber transmitido pelo professor, foi sendo substituída por um espaço dinâmico, onde os saberes são compartilhados, onde o aluno não realiza uma lição para receber uma nota mas, sim, realiza um trabalho criativo e recebe dos seus pares e professor comentários críticos, sugestões e solicitações. A expressão livre é sempre o ponto de partida para a ação educativa. Entretanto, ela não é sinônimo de uma “postura liberal, onde cada um faz o que quiser”.

Escola para nós é vida e não preparação para a vida. Só se aprende a viver, vivendo; só se aprende a fazer, fazendo; só se aprende a pensar, pensando… Dentro deste postulado entendemos que, para ocorrer uma aprendizagem, o aluno precisa participar de atividades significativas.

Se recorrermos ao dicionário, vamos encontrar a palavra atividade como “um conjunto de tarefas”; a palavra significativa como “algo com sentido”. Para nós, atividades significativas são todas aquelas com as quais os alunos podem estabelecer relações com seus conhecimentos anteriores, aquelas que solicitam raciocínio, tomada de decisões ou resolução de problemas. Nessas atividades, a troca, os intercâmbios sociais, a livre expressão precisam ser favorecidos, pois a proposta construtivista entende que o processo de aprendizagem não deve ser solitário, ao contrário, deve ocorrer em um contexto social. Nesse sentido, os trabalhos em grupo, em duplas ou trios, são extremamente importantes, não só pela troca de conhecimentos, onde um coopera com o conhecimento do outro; como também por auxiliar o professor a operacionalizar seu trabalho numa classe de muitos alunos.

Um ambiente de trabalho, descontraído e intenso é a imagem mais coerente com a sala de aula que queremos. Sala onde há grande circulação de idéias, diversidade de materiais de apoio em substituição ao poder único do livro didático ou da cartilha, onde o tempo não é administrado apenas pelo término de uma determinada atividade, mas sim pelas necessidades de trabalho e onde ocorra uma produção decidida e realizada cooperativamente pelos alunos que, evidentemente, contam com a orientação do professor.

4.4.1. Rotinas

” … Tempo rei, ó tempo rei, ó tempo rei,

Transformai as velhas formas de viver

Ensinai-me ó pai o que eu ainda não sei… “

(Gilberto Gil)

O tempo na escola parece não ser nunca suficiente para o que pretendemos realizar. Muitas vezes, o educador se depara com algumas questões quanto à utilização do tempo: deve-se dedicar mais à leitura do que à matemática? Quando contar história? Dramatizações são atividades interessantes, mas são perda de tempo? Estas e outras questões fazem parte da organização do tempo na sala de aula e nos levam a refletir sobre hábitos e procedimentos que devemos utilizar no cotidiano da mesma. Neste ponto, entendemos que há condutas norteadoras, as rotinas de trabalho.

A rotina torna-se um fator fundamental no desenvolvimento de um trabalho pedagógico, autônomo e cooperativo. Ela situa o aluno no tempo e no espaço, auxiliando a sua orientação e, principalmente, a sua participação. Entretanto, ela não tem sentido por si só: está sempre a serviço de um planejamento prévio e dos interesses do grupo. A sucessão de acontecimentos faz com que cada aluno se aproprie do seu tempo, dentro do seu próprio ritmo e do ritmo de trabalho do grupo. Este conhecimento deixa o aluno mais segura para confiar no professor, pois compreende que seus desejos/interesses são respeitados na medida em que percebe que existe um tempo para tudo. Esta compreensão é fator primordial no desenvolvimento da sua autonomia.

É importante que a rotina de cada grupo seja estabelecida a partir dos princípios filosóficos e da metodologia que orientam o trabalho pedagógico. Ela precisa equilibrar o tempo individual, o coletivo, o de trabalho em grupo, em duplas, de livre escolha e mesmo o trabalho dirigido. Assim, há momentos em que o aluno precisa ser livre para escolher o que, como e com quem realizar determinada atividade e outros, em que os desafios e propostas são lançados pelo professor. É fundamental que esta liberdade de escolha seja sempre contextualizada, as opções sejam claras e possíveis de serem realizadas.

A rotina diária é uma dimensão importante porque contribui tanto para que os alunos sintam-­se em segurança, como também para que possam participar ativamente, junto com o professor, da administração do tempo de aula. Surgem, então, novas questões: como elaborar atividades de rotina? Quais seriam as atividades de rotina adequadas ao meu grupo-turma? Para que se possa chegar à solução destas questões, é preciso que se pense nas atividades de forma mais ampla, considerando aquelas de caráter atitudinal e procedimental, que buscam desenvolver capacidades mais complexas e articuladas, necessitando estarem sistemáticas vezes no planejamento e gradativamente atuando no desenvolvimento da competência desejada.

O importante é o professor ter clareza de que, conhecendo seu grupo, é capaz de perceber e selecionar as atividades que julgar importantes para sua rotina e que elas podem ser diferentes das outras turmas.

Outra conduta que é diária, de rotina, é o trabalho de casa. Este, além de abordar conteúdos importantes relacionados ao que vem sendo trabalhado no dia-a-dia, também contribui para a formação de estudantes comprometidos com suas tarefas e com a qualidade delas. Assim, é importante que a lição de casa também seja uma atividade diária e que o aluno tenha condições de realizá-lo sozinho. Entendemos que este tipo de proposta deve acontecer como uma das últimas atividades do dia, pois já prepara o momento de ir embora.

Outra conduta que é diária, de rotina, é o trabalho de casa. Este, além de abordar conteúdos importantes relacionados ao que vem sendo trabalhado no dia-a-dia, também contribui para a formação de estudantes comprometidos com suas tarefas e com a qualidade delas. Assim, é importante que a lição de casa também seja uma atividade diária e que o aluno tenha condições de realizá-lo sozinho. Entendemos que este tipo de proposta deve acontecer como uma das últimas atividades do dia, pois já prepara o momento de ir embora.

No Planejamento Cooperativo, os alunos registram o que pretendem fazer e quando farão, considerando as propostas do professor. Ao final desta tarefa, o dia de trabalho está organizado e todos foram responsáveis por sua estruturação. Logo, também se sentem comprometidos com sua execução. Neste sentido, entendemos que este é o primeiro procedimento do dia e que, ainda, é uma das principais atividades de rotina.

Na avaliação diária, o grupo e o professor analisam a trajetória daquele dia, o que e como realizaram as propostas, acordam a continuidade das atividades, ou mesmo, levantam novos projetos. Momento em que é necessário que as opiniões dos alunos sejam ouvidas e valorizadas, pois só assim elas se sentirão à vontade para falar de suas alegrias, de suas tristezas, de seu desempenho.

A rotina é um aspecto fundamental para o aluno, como também para o professor. É ela que instrumentaliza o professor a ser um coordenador consciente do tempo na sala de aula.

Em busca de um ambiente prazeroso de trabalho, faz-se importante a preocupação com a organização das atividades a serem desenvolvidas, assegurando que todos possam se expressar e ser ouvidos. Diferentes atividades geram diversas demandas materiais e reações no movimento do grupo. Ao optar por uma proposta ou outra, o professor deve pensar no seu dia como um todo, analisando a adequação dela ao que foi pensado para antes e depois.

  • 4.5 – Avaliação da Aprendizagem

“Enxergar o cotidiano como espaço/tempo plural onde ocorrem interações diversas,

onde o eu e o outro, ou eu e os muitos outros, com seus erros e acertos, movidos tanto pelo que ‘sabem’ quanto pelo que ‘ainda não sabem ” se encontram simplesmente para dar continuidade à teia da vida “.

(Esteban,2000)

Dentro de um sistema escolar, muitas vezes, a avaliação se constitui numa das etapas mais difíceis, tanto para o professor quanto para os alunos. Isto ocorre porque ela é pensada como etapa final do processo de aprendizagem e, geralmente, como um julgamento se o aluno “aprendeu” ou não determinados conteúdos. É a quantidade de erros e de acertos do aluno que orienta a avaliação do professor. Nesta perspectiva, o erro é entendido como o resultado do desconhecimento, revelando um não-saber e, portanto, uma resposta com valor negativo..

A avaliação assume, assim, um caráter disciplinador e os alunos ficam fora desse processo, já que o professor passa a deter o poder de avaliar, utilizando-se de critérios estabelecidos por ele próprio. Quando procuramos resgatar nossas lembranças de escola, com certeza, muitos associam a avaliação a uma seqüência de humilhações. Poucos são aqueles que associam a uma experiência gratificante.

A avaliação é na escola relacionada à criação de uma hierarquia de excelência. Isto porque os alunos são comparados e depois classificados em função de normas, critérios e procedimentos definidos pelo professor e executado pelos “melhores alunos”.

A avaliação escolar, nesta perspectiva de exclusão, silencia as pessoas, suas culturas e seus processos de conhecimentos, desvalorizando seus saberes. Ora, é necessário que esta velha forma de avaliar, buscando os “erros” e os “culpados” seja substituída por uma dinâmica de avaliação capaz de colocar o diálogo no centro do processo ensino/aprendizagem, trazendo elementos de crítica e transformação para o nosso trabalho, para a compreensão da realidade e, principalmente, para. conhecer e transformar o processo pedagógico.

O erro passa, então, a ser visto como um momento do processo de construção de conhecimentos, que dá pistas sobre o modo como cada um está organizando seu pensamento, a forma como está articulando seus diversos saberes, as muitas possibilidades de interpretação dos fatos. O erro indica aquilo que o aluno “ainda não sabe”, portanto o que pode “vir a saber”. Nesta perspectiva, o erro torna-se um estímulo, ou mesmo, um desafio ao processo ensino/aprendizagem – estímulo para quem ensina e estímulo para quem aprende.

A avaliação precisa deixar de ser considerada como uma “etapa final”, acabada, pois através dela; no decorrer do trabalho, – percebemos o que já atingimos, o que falta atingir, o que deve ser reformulado. Como nos fala Cesar ColI (1992), “avaliar é questionar, investigar, é ler as hipóteses do educando, é refletir sobre a ação pedagógica para replanejá-la”. Não há como dissociar a avaliação do aluno da prática pedagógica do professor e da escola, como um todo. Nesse sentido, todos são objeto e sujeito da avaliação: professores, equipe técnico-pedagógica, direção, funcionários da secretaria, da limpeza, alunos e pais.

O caráter da avaliação passa a ter outra lógica, diferente da anterior. Ela toma-se um ato político, propiciando e vivenciando mudança, avanço, progresso, enfim, aprendizagem. Ela se caracteriza como:

Processual e contínua:

está intimamente ligada a uma concepção de conhecimento e currículo como uma construção histórica, individual e coletiva;

é um processo permanente de ação-reflexão-ação;

ocorre durante o processo de aprendizagem dos alunos e não após.

Participativa:

ü      envolve todos que fazem parte do processo: pais / mães / alunos / professores / funcionários.

Investigativa e diagnóstica:

ü      tem o aluno como parâmetro de si mesmo, respeitando o seu processo de construção de conhecimento;

ü      considera o erro como ponto de reflexão, buscando alternativas e desafios para novas construções;

ü      utiliza a observação, o registro e a reflexão como instrumentos para “ler” o grupo e o indivíduo.

Em função da finalidade, podemos apontar três modalidades ou tipos de avaliação: inicial, formativa e final.

Avaliação Inicial – Para planejarmos uma ação pedagógica pautada nas características e interesses dos alunos é importantíssimo, primeiro, conhecê-los; conhecer o que já sabem acerca daquele determinado conceito, fato, procedimento ou atitude. A partir dessa investigação, é que o professor vai estruturar seu planejamento, definir os conteúdos e o nível de profundidade em que esses devem ser abordados. O objetivo desse tipo de avaliação é oferecer ao professor informações necessárias para propor atividades que gerem uma aprendizagem significativa e proporcionar ao aluno uma tomada de consciência do que já sabe e o que ainda pode aprender sobre um determinado conteúdo. É importante que esse tipo de avaliação não ocorra apenas no início do ano letivo e sim, em qualquer situação onde o aluno for lidar com conteúdos novos.

Avaliação Formativa – Durante o processo de aprendizagem, os alunos vão modificando suas hipóteses, seus saberes e com isso a intervenção pedagógica é replanejada. É nesta modalidade de avaliação que se investiga os processos de construção do conhecimento e neles se intervém. Ela ocorre através da observação sistemática do processo de desenvolvimento que o aluno percorre em relação aos objetivos propostos.

A observação e o registro são instrumentos metodológicos básicos, tanto para a avaliação inicial como à formativa. Eles atendem a objetivos diversos e podem ser implementados com o apoio de alguns suportes tais como: uma ficha individual, ou dossiê, contendo registros sobre as produções ou observações dos alunos. Esses registros são constituídos de trabalhos, produções individuais e grupais, de relatórios construídos coletivamente pelo grupo de professores, dos alunos, pelos próprios pais e outros documentos que poderão ser analisados na trajetória do aluno na escola.

É importante que os trabalhos que servirão de referência nos relatórios não sejam os mesmos para todos os alunos porque cada um é parâmetro de si mesmo. No relatório é importante constar uma ficha de acompanhamento com objetivos bem delineados, na qual o professor, junto com o aluno, assinalem os que já foram alcançados, os que estão em andamento, percebendo aqueles que precisam ser reestruturados. A reunião de pais também é importante que esteja registrada nesta ficha. Cada ficha/dossiê é diferente, pois mostra o caminho de cada aluno/sujeito no seu processo de aprendizagem, as diferentes hipóteses construídas e as alternativas encontradas.

Avaliação Final - O processo de observação e registro, além de possibilitar uma reorganização no planejamento e nas atividades que estão sendo oferecidas aos alunos, proporciona uma análise dos resultados da aprendizagem para avaliar o quanto aquele aluno alcançou ou não o nível esperado. O “não alcançar” no sentido oposto ao de se buscar apenas o êxito ou o fracasso dos alunos; avaliar/repensar o que ocorreu, desde o primeiro momento do levantamento das hipóteses e da sua execução em relação ao processo educativo. Dessa forma, a avaliação final não é um veredicto sobre os alunos, mas um retorno para o professor, alunos e pais.

Aluno porque ele é o sujeito responsável pelo ato de aprender. A aprendizagem é também de sua responsabilidade na relação com o professor, com seus colegas e com o conhecimento. Ninguém aprende pelo outro, ninguém dá seu conhecimento a outro. O conhecimento é compartilhado e construído pelo próprio sujeito.

Pais enquanto pessoas que escutam, ouvem e sabem no que seu filho avança ou não, percebendo suas dificuldades, interesses e desinteresses. É importante que a escola crie estratégias onde os pais percebam a necessidade de se envolverem, de não se omitirem e de buscarem espaços na escola para avaliar, refletir e criar alternativas.

Professores enquanto principais sujeitos da transformação. Numa avaliação em que tanto professores quanto alunos participam do processo, ocorre uma troca. O professor desmitificará a idéia de que é o detentor do “saber absoluto” e o aluno tomará consciência do seu saber. Isso só ocorrerá através de uma relação afetiva e de diálogo constante. Só assim, estaremos contribuindo para a formação de cidadãos participantes, críticos e mais felizes.

Essas modalidades apresentadas apontam a necessidade de uma mudança nas práticas da avaliação escolar. Esta só pode acontecer e ser entendida dentro de um movimento mais amplo de redefinição da escola e das práticas sociais. Olhando atentamente para as diferentes histórias de nossos alunos e do cotidiano, refletindo sobre elas, compartilhando dúvidas, certezas e incertezas.

O processo avaliativo é realizado através dos seguintes instrumentos:

ü      Testes

ü      Provas

ü      Trabalhos

ü      Relatórios de grupo

ü      Relatórios de projetos

ü      Fichas de observação

ü      Conceitos cumulativos

ü      Avaliação bimestral

ü      Simulado semestral

ü      Avaliação externa da escola

A aplicação destes instrumentos de avaliação oportuniza a organização da aprendizagem, ordenando o que foi aprendido e sistematizando o conhecimento. Através das análises dos resultados obtidos é realizado a  recuperação, assistência psicopedagógica, remanejamento etc

  • 4.6 – Gestão Democrática

Toda decisão tomada na escola é realizada pelo colegiado escolar. Para aprimorar sua participação no processo decisório da escola buscaremos reunir não somente para decisões administrativas, mas também para ações e decisões pedagógicas.

Além disso, estaremos empenhados em estimular a ampliação da participação da equipe pedagógica, da APM e do grêmio estudantil no contexto escolar e atividades afins.

  • 4.7 – Monitoramento

Será formulada uma proposta junto a comunidade escolar no inicio do ano letivo de 2009 para acompanhamento e avaliação da implementação deste projeto político pedagógico ora apresentado e que entendemos que está em permanente construção.

  • Cronograma para a execução de ações.

ANO/MESES – 2009

AÇÕES JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
Parceria com terceiro setor X X X X X X X X X X X X
Adequação da proposta Pedagógica X X X
Eventos extra -classe, com a participação da família X X X X X
Dinamizar o Planejamento dos Professores X X X X X
Ampliação do número de funcionários da secretaria. X X X X X
Dinamizar o Trabalho da Coordenação e dos professores X X X X X X X X X X X
Implantação dos laboratórios de química, física Biologia matemática,  e tecnológicos. X X X X X X
Construção de uma sala para os laboratórios científicos. X X X X X X
Reparar equipamentos pedagógicos X X X X X X X X X X X
Suporte técnico aos treinamentos de funcionários e professores. X X X X X X X X X
Eventos extraclasses para a comunidade escolar. X X X X X
Reuniões bimestrais com a participação dos segmentos. X X X X X

5. ANEXOS

5.1 – Regimento Escolar / PDE

5.2 – Referencial Curricular da Rede Estadual de Ensino

5.3 – Calendário Escolar

5.4 – Projetos

LER PARA DESCOBRIR SIGNIFICADOS

Projeto a ser desenvolvido

Pelo corpo docente e discente

da EE Profª Ada Teixeira

dos Santos Pereira, durante

o ano letivo.

.

CAMPO GRANDE – MS

FEVEREIRO / 2009

EQUIPE TÉCNICA PEDAGÓGICA

DIRETOR

VALSON CAMPOS DOS ANJOS

DIRETORA ADJUNTA

FRANCINETE ALENCAR ANTUNES

COORDENADORAS PEDAGÓGICAS

ANA AMÉLIA SOUZA DE QUEIROZ

TERESA MARIA DO NASCIMENTO

APRESENTAÇÃO

A E E Profª Ada Teixeira dos Santos Pereira, localizada no bairro Campo Belo,norte de Campo Grande, funcionando com 12 salas de aula em cada turno, sendo que nos turnos matutino e vespertino recebe alunos do ensino fundamental,sendo portanto sua clientela maior é composta de crianças e adolescentes, onde a maioria dos alunos vem de famílias que não cultivam o hábito de leitura, dedicando pouco tempo à formação de seus filhos e com isso
observa-se que as crianças têm “preguiça” de ler ,que pode ser entendida de
várias formas, como cansaço, falta de motivação, falta de curiosidade ou
alienação do mundo.                Por isso é necessário quebrar essa barreira e promover o encontro das crianças com o texto literário desde o início do processo de alfabetização,
tornando o hábito da leitura, uma prática prazerosa no dia-a-dia, sendo portanto essa a tarefa que nos desafia. O projeto “Ler para descobrir significados” destina-se a incentivar e despertar em toda comunidade extra e intra-escolar o interesse pela leitura como fonte de prazer e conhecimento. Vale salientar que a comunidade onde a escola está inserida  por ser bastante carente, sua população não tem acesso a materiais bibliográficos, atividades sócio educativas, culturais e sócio-interativas, pois a escassez financeira dificulta a aquisição de livros, tendo a escola como a única fonte de contato com esses materiais e embora exista um pequeno acervo proveniente do Programa Biblioteca Escolar, este não é suficiente para o pleno desenvolvimento deste Projeto, por isso necessitamos de uma atualização do acervo existente, bem como ampliação de novos títulos, como literatura brasileira e regional, informáticas, gramáticas, entre outras materiais estes necessários para a realização do projeto. INTRODUÇÃO

Cabe a escola favorecer o desenvolvimento das competências específicas da leitura. A escola, ao formar leitores, capacita-os ao exercício, cada vez mais pleno da cidadania. O prazer e o hábito da leitura, podem ser estimulados e devem estar sempre associados à leitura de vida. O que nos preocupa nesse momento é se seria possível aprender a gostar de ler e como desenvolver nas crianças o hábito de leitura, contudo estamos convencidos que a leitura é poderosa, instrui, educa, nutre o imaginário, ensina a olhar o mundo e as pessoas de maneira diferenciada.
Mediar o contato do aluno com os mais diferentes gêneros discursivos,
favorecendo o gosto pela leitura, além de ampliar a compreensão de mundo,
pode garantir o sucesso ao longo de toda a trajetória escolar. O presente trabalho almeja proporcionar a todos da escola atividades e oportunidades variadas para a leitura.

JUSTIFICATIVA

Visando oferecer um ensino cada vez melhor e que proporcione aos seus alunos o desenvolvimento do hábito da leitura, tornando-a uma prática
inserida no dia-a-dia, a EE Profª. Ada Teixeira dos Santos Pereira
acrescenta as suas aulas de Língua Portuguesa o desenvolvimento do Projeto :
‘Ler para descobrir significados”               A leitura é uma produção de arte, por isso tornará o leitor um criador. Ao professor cabe ensinar o “caminho das pedras”, ou seja ensinar-lhe que é
possível atingir alívio, auto-conhecimento, segurança e alegria por meio da
leitura que passa a ser uma boa companhia                A leitura possibilita a aquisição da maior parte dos conhecimentos
acumulados pela humanidade. É na escola que crianças e jovens podem ser
conquistados
O projeto “Ler para descobrir significados”, é uma proposta de incentivo e orientação à leitura, visando tanto o desenvolvimento do gosto pela leitura  como a formação de leitores.

OBJETIVO GERAL

Despertar nos alunos a curiosidade e a imaginação estimulando-os à reflexão através da leitura construindo seu repertório e aprendendo como                       funciona a linguagem que se usa para escrever.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Motivar para a leitura literária.
Criar na escola um ambiente propício à leitura com atividades estimulativas.

Ampliar os referenciais culturais dos leitores.

Possibilitar momentos para ler , ouvir, contar e reescrever, ampliando assim
seu vocabulário.

Apropriar-se de um vocabulário e da gramática tornando-se produtora de
textos orais e escritos.

Realizar leituras, desenvolvendo o sentido crítico em relação aos textos
lidos.

Perceber que a leitura é um elemento essencial para a vida.

METODOLOGIA                 O  projeto será trabalhado desde o 1º ano do Ensino Fundamental ao 2º ano do Ensino Médio .   Nas séries iniciais (1º ao 5º ano), o professor organizará um canto para a realização da leitura. As leituras serão realizadas em voz alta desenvolvendo assim a escuta e instigando os alunos à imaginação. Posteriormente as histórias serão recontadas.   Os professores do 6º ao 9º ano, organizarão uma biblioteca ambulante com os livros pré selecionados, possibilitando a apreciação de diferentes estilos literários.  Além da realização da leitura, serão produzidos textos e poesias nos mais diferentes estilos. Essas produções serão catalogadas e farão parte de uma coletânea de textos que será editado e lançado à comunidade local, no término do 4º bimestre.

VIVENCIANDO VALORES

CAMPO GRANDE – MS

FEVEREIRO / 2009

EE PROFª ADA TEIXEIRA DOS SANTOS PEREIRA

VIVENCIANDO VALORES

Projeto a ser desenvolvido

Pelo corpo docente e discente

da EE Profª Ada Teixeira

dos Santos Pereira, durante

o ano letivo.

.

CAMPO GRANDE – MS

FEVEREIRO / 2009

EQUIPE TÉCNICA PEDAGÓGICA

DIRETOR

VALSON CAMPOS DOS ANJOS

DIRETORA ADJUNTA

FRANCINETE ALENCAR ANTUNES

COORDENADORAS PEDAGÓGICAS

ANA AMÉLIA SOUZA DE QUEIROZ

TERESA MARIA DO NASCIMENTO

INTRODUÇÃO

A escola é vista como centro de informação dentro da comunidade.

Desenvolver a capacidade de compreender essas informações selecioná-las, criticá-las e se posicionar diante delas passa a ser responsabilidade basicamente da escola, mas a maneira de compreensão dessas informações é influenciada pela classe social, e grupo social em que está inserida, por isso também é papel da escola acolher essa diversidade cultural e comprometer-se em educar seus alunos desenvolvendo princípios morais de ética e cidadania.

Respeito mútuo, tolerância, honestidade, união, justiça, diálogo, solidariedade, paz amor e felicidade são aprendizados tão importantes na escola quanto os conteúdos das diversas disciplinas, colaborando desse modo para a formação de indivíduos conscientes e capazes de estabelecer valores que os auxiliem a viver uma vida digna e de respeito mútuo

Os valores a serem discutidos nesse projeto, deverão enfocar e fortalecer a dignidade da pessoa humana, valorizando-a.

O ser humano é sempre um valor em si e por si, e exige ser considerado e tratado como tal, portanto nessa discussão esperamos aproximar mais as pessoas através da partilha e entendimento mútuo, estimulando o pensamento construtivo e proporcionando oportunidades de construção de seus próprios valores.

O trabalho com os temas sociais se concretizará nas diversas decisões e ações tomadas pela comunidade escolar, o que aponta a necessidade da participação de todos no processo, tornando-se fundamental a reflexão e discussão sobre as suas atitudes, responsabilidade e participação na sociedade.

APRESENTAÇÃO

Na construção do seu PPP, a EE Profª Ada Teixeira dos Santos Pereira, preocupou-se em não incubir-se apenas de repassar  conhecimentos a seus alunos, mas também priorizar o diálogo sobre os valores de autonomia, cidadania, construção e cooperação, dentro do contexto real de seus alunos , mostrando-lhes que sua realidade será sempre cheia de desafios.

Desse modo , preocupada em adequar a educação à realidade de cada indivíduo que aqui estuda , sente a necessidade de inserir em sua grade curricular um espaço para discussões, pesquisas e reflexões acerca de valores, instigando-os ao questionamento de  como querem ser ou como devem levar suas vidas como um todo, por isso,nesse projeto discutiremos o conjunto de valores pessoais e coletivos para que através deles possamos chegar a um entendimento mais profundo da verdadeira natureza do ser humano.

Poderíamos por certo levarmos uma vida inteira sem nos colocar nenhuma questão ou pergunta sobre de que  forma queremos isto.

Assim o Projeto Vivenciando Valores, terá seu desenvolvimento  orientadas a partir dos princípios da filosofia, que abordam os aspectos universais de valores espirituais e morais como base para viver nossa vida.

Desde Sócrates  podemos pensar a filosofia como um conhecimento  ou “ cuidado de si”.Não é fácil ,para um adolescente, estabelecer distinções entre os diversos conhecimentos de si, ou seja , o que diz respeito aos fatos de nossa historia e biografia;  aos fatos e processos de nossa vida; ao conhecimento de si como ser humano; enfim, no sentido filosófico, quando nos diz que somos seres discursivos, que temos problema fundamentais e não apenas problemas particulares.

“É aprendendo a falar que crescemos, conhecemos o mundo, conhecemos as pessoas e por fim conhecemos a nós próprios.(Gadamer)

JUSTIFICATIVA

Visando oferecer um ensino cada vez  melhor e que proporcione um relacionamento de qualidade tanto na comunidade escolar, como na sua família e consigo mesmo é que a EE Profª Ada Teixeira dos Santos Pereira, insere em suas aulas de Ensino Religioso  temas geradores enfocando valores , proporcionando leitura e discussão em sala de aula, favorecendo assim o crescimento pessoal do indivíduo, inspirando mudanças positivas que virão contribuir para sua transformação e integração, não apenas em relação ao seu eu, mas também no meio em que vive.

A discussão dos valores, os  tornará conscientes e os motivará para que o seu comportamento não se deixe influenciar, mas sim que sejam fundamentais para o seu  bem estar.

A escola precisa incentivar os indivíduos  a participar completa e livremente nas decisões que afetam sua maneira de viver.

Os valores motivam o comportamento, por isso é que com esse projeto, teremos oportunidades e daremos a comunidade estudantil a possibilidade de vivenciar, refletir e praticar valores básicos a satisfação de suas necessidades interiores.

Segundo a PPP da escola, que segue as perspectivas frenetianas acerca da educação, valoriza-se o aluno segundo sua identidade pessoal, formação familiar e conhecimentos culturais adquiridos anteriormente em seu cotidiano, por isso  procuraremos discutir valores que conduzam a uma reflexão da realidade.

Pretendemos, proporcionar um aprendizado pessoal, que possa colaborar para a busca de perspectivas e objetivos melhores direcionados na vida.

OBJETIVO GERAL

Proporcionar momentos de reflexão e diálogo, tendo como referência a vivência de valores independente da classe social ou cultural, contribuindo na construção do conjunto de valores que oriente a perspectiva de nossos jovens, desenvolvendo maior responsabilidade nas suas escolhas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Propiciar o desenvolvimento de virtudes indispensáveis à formação humana;

Intensificar o trabalho de valores, consciente do papel social da escola, de modo a oportunizar as reflexões e atitudes que visam ao bem-estar dos cidadãos e o fortalecimento da autonomia dos homens.

Enfocar e fortalecer a dignidade da pessoa humana, que necessita ser resgatada em nossa sociedade;

Capacitar para refletir sobre a vida;

Educar para a convivência, o diálogo e o exercício da cidadania plena;

Proporcionar condições para discernir e fazer opções livres, conscientes e amadurecidos;

Reconhecer-se com capacidades de modificar o que o cerca;

Reconhecer-se e valorizar-se como pessoa;

Perceber que a dignidade da pessoa humana exige respeito;

Propor ações  concretas em defesa da dignidade humana;

Conhecer a Declaração Universal dos Direitos Humanos e discutir sua concretização.

METODOLOGIA

O projeto será desenvolvido bimestralmente.. Os temas serão discutidos e após reflexão os alunos deverão registrar seu sentimento a respeito do valor em discussão em forma de narração, poesia ou texto de opinião.

Essas produções serão  arquivadas para seleção e edição de um livro, que editado será catalogado na biblioteca da escola.

RECURSOS

Papel sulfite

Cola

Pincel atômico

Cartolina

Revistas

Jornais

Cd;Dvd

Máquina fotográfica

Aparelho de som

Transporte coletivo

ESCOLA ESTADUAL PROFª ADA TEIXEIRA DOS
SANTOS PEREIRA
Projeto “Disciplina / Meta Premiada”.
Campo Grande – MS
Abril / 2010
ESCOLA ESTADUAL PROFª ADA TEIXEIRA DOS
SANTOS PEREIRA
Projeto “Disciplina / Meta Premiada”.
“É fundamental diminuir a distância
entre o que se diz e o que se faz,
de tal forma que, num dado momento,
a tua fala seja a tua prática.”
(Paulo Freire).
Campo Grande – MS
Abril / 2010
IDENTIFICAÇÃO
ESCOLA: Escola Estadual Profª Ada Teixeira dos Santos Pereira.
ENDEREÇO: Rua Lourenço da Veiga, s/n. Campo Belo.
DIREÇÃO: Professor Valson Campos dos Anjos.
DIREÇÃO-ADJUNTA: Professora Francinete Alencar Antunes.
SECRETÁRIA: Mariza Gomes de Matos.
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA: Professoras: Ana Amélia Queiroz, Eda
Regina, Glauco Yamamoto, Rosangela Elias, Teresa Maria do Nascimento.
PROJETO: “Disciplina / Meta Premiada”.
COLABORAÇÃO: De todos os Professores que compõe o Corpo Docente
desta Escola.
APRESENTAÇÃO
O desenvolvimento da capacidade de aprender; a compreensão do
ambiente natural e social; a aquisição de conhecimentos e habilidades, a
formação de atitudes e valores; a valorização dos vínculos da família, da
solidariedade humana e da tolerância, são comportamentos a serem adquiridos
no Ensino Fundamental, que se inicia na infância e finda na adolescência.
Dessa forma, nesse período precisamos assegurar ações pedagógicas
que expressem uma concepção de educação comprometida com a formação
integral dos educados.
A escola sofre reflexos do meio em que está inserida. O problema
disciplinar é, frequentemente, repercussão dos conflitos da família e do meio
social envolvente.
O professor precisa compreender que as regras devem auxiliar na
construção de um lugar feliz, em qualquer situação, têm que propiciar e
preservar ao sujeito o respeito por si mesmo e pelo outro.
Para estabelecer os limites em sala de aula / na escola, o educador
vale-se das regras, que visam contribuir para a organização do ambiente de
trabalho, promover a justiça, fomentar a responsabilidade por aquilo que ocorre
na classe e o comprometimento de todos com os procedimentos e decisões
referentes à sala de aula.
Portanto, o presente projeto visa a compreensão dos educandos da
necessidade de inserir e desenvolver comportamentos positivos que conduzam
ao bem estar na sala de aula e no ambiente escolar, propiciando condições
adequadas ao aprendizado e formação pessoal dos mesmos.
Dessa forma, o Projeto pauta-se em discutir e estabelecer regras,
limites e premiações em grupo, elaborando dessa forma junto com os alunos,
acordos para uma conduta em equipe que leve ao desenvolvimento saudável e
internalização de regras e limites estabelecidos por eles mesmos.
JUSTIFICATIVA
A escola é uma instituição extremamente complexa. Sua função
tradicional é a de facilitar a inserção do indivíduo no mundo social. O indivíduo
deve aprender as formas de conduta social, os rituais e as técnicas para
sobreviver.
Este projeto se propõe a discutir um assunto de grande relevância
pedagógica, que muitas vezes é visto como um problema que jamais poderá
ser resolvido por ser histórico. O tema é de bastante interesse para
educadores, pesquisadores e todas as pessoas envolvidas com a educação,
pois é algo que está presente no cotidiano de todas as instituições, tanto
públicas quanto privadas.
A instituição escolar, muitas vezes, é um palco onde os alunos
precisam ser vistos, onde trarão as suas frustrações, suas raivas, seus medos,
desencadeando assim o fato indisciplina.
A disciplina pode ser concebida como uma técnica de exercício de
poder, não inteiramente inventada, mas elaborada em seus princípios
fundamentais durante o século XVIII. Nesse sentido, falar de indisciplina é
evidenciar o não cumprimento de regras estabelecidas.
A disciplina também pode ser vista como o controle do indivíduo no
tempo. No entanto, aplicar esse conceito em educação é um tanto quanto
perigoso.
Segundo Rosa Schneider, normas de convívio podem ser soluções para
escolas. A idéia é tornar claro o que não pode ser feito e ter punições definidas
para cada ato irregular, tudo com o comprometimento de todos.
A origem dos comportamentos ditos indisciplinares podem estar em
diversos fatores: uns ligados a questões relacionadas ao professor,
principalmente na sala de aula; outros centrados nas famílias dos alunos;
outros verificados nos alunos; outros gerados no processo pedagógico escolar;
e outros alheios ao contexto escolar.
Embora seja difícil e complexo lidar com o problema da indisciplina, o
professor não pode desistir e nem se acomodar. Não pode deixar que a
educação silencie e limite os alunos e que impeça seu desenvolvimento criativo
e participativo em sala de aula. Precisa- se de uma educação que valorize as
organizações coletivas e que contribua para a construção da autonomia e para
o desenvolvimento intelectual dos alunos, a fim de que se conquiste uma
sociedade democrática.
A disciplina escolar não consiste em um receituário de propostas para
enfrentar os problemas de comportamentos dos alunos, mas em um enfoque
global da organização e da dinâmica do comportamento na escola e na sala de
aula, coerente com os propósitos de ensino. Para isso é preciso, sempre que
possível, antecipar-se ao aparecimento de problemas e só em último caso
reparar os que inevitavelmente tiverem surgidos, seja por causa da própria
situação de ensino, seja por fatores alheios à dinâmica escolar. Conclui-se que
as escolas precisam desenvolver políticas internas para lidar de forma
preventiva com a indisciplina, discutindo os problemas vivenciados nas rotinas
das escolas, e as soluções para sua implementação.
Devido à complexidade e a intensidade com que os problemas de
indisciplina têm sido vivenciados nas escolas, nossa expectativa é que esse
projeto permita, a partir da participação dos alunos no estabelecimento de
condutas adequados e o estímulo as decisões em grupo, a discussão do tema
e criação de metodologia própria e participativa de toda a comunidade escolar
no enfrentamento à problemática.
OBJETIVO GERAL
 Envolver os alunos em tomadas de decisões e estabelecimento
de regras em suas salas de aula e na escola, contribuindo para
uma atmosfera de respeito mútuo na qual professores e alunos
praticam a cooperação, contribuindo para melhorar o ambiente de
trabalho.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Promover uma mudança de olhar em relação à indisciplina;
 Estimular os alunos a refletir sobre sua própria postura;
 Analisar o Regimento escolar;
 Reconhecer sentimentos e orientar comportamentos;
 Discutir conjuntamente os limites para o bom desenvolvimento
das aulas, as sanções e premiações de acordo com o
comportamento que estão tendo.
METODOLOGIA
Organizar a turma em grupos. Cada um deverá classificar as situações
vivenciadas na sala de aula e na escola em categorias: grave, gravíssima,
moderada e apresentá-las.
Levantar com a turma quais as principais situações de indisciplina na
visão deles, analisando:
 A indisciplina escolar é um sintoma de que algo não vai bem?
 O comportamento indisciplinado é algo a ser alterado?
 Como isso vai acontecer?
 Os problemas têm mais a ver com as regras morais ou com as
convencionais?
 O diálogo durante a aula pode não ser considerado indisciplina?
 O que fazer frente à indisciplina do aluno?
 O que vem a ser ato infracional ? E ato indisciplinar?
 Como interpretar e/ou administrar o ato indisciplinado. Compreender ou
reprimir? Encaminhar ou ignorar?
 Quais comportamentos serão considerados corretos e premiados?
A discussão dos conflitos é para os alunos uma oportunidade de trocar
pontos de vista, de argumentar, de propor soluções, de dialogar, de procurar
uma solução em comum e construir a autonomia de cada um.
Para amenizarmos o problema da indisciplina na escola, é importante
que os alunos participem ativamente da construção das regras da sala,
assumindo-as com o coletivo da escola. O interessante é que essas regras
fiquem em local visível da sala, para que sejam retomadas e rediscutidas
sempre que necessário.
Na verdade “nossas escolas podem se constituir em espaços onde a
cultura e as experiências dos alunos e dos professores (seus modos de sentir e
ver o mundo, seus sonhos, desejos, valores e necessidades) sejam os pontos
basilares para a efetivação de uma educação que concretize um projeto de
emancipação dos indivíduos”
A conquista da cidadania e de uma escola de qualidade é projeto
comum, sendo que no seu caminho, haverá tanto problemas de indisciplina
como de ato infracional. Enfrentá-los e superá-los é o nosso grande desafio.
Dessa forma, o Ato indisciplinar pode ser definido, caracterizado e
discutido no ambiente escolar. Em relação ao Ato Infracional, conhecedores
que somos da Lei 8069 de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e
Adolescente, sabemos que sua discussão, entendimento e avaliação, não
podem restringir-se ao ambiente escolar, necessitamos do apoio, orientação e
articulação com as demais Políticas Públicas e com todo o Sistema de Garantia
de Direitos para que o contexto escolar possa auxiliar na efetivação da
Doutrina de Proteção Integral de crianças e adolescentes.
Os procedimentos para aplicação das: Notificações / Advertência / Suspensão
/ Termo de Compromisso, seguirá os seguintes critérios:
O aluno infringindo :
Até 3 (três) COMPORTAMENTO MODERADO .
O professor registra em seu caderno, o aluno assina CIENTE.
Após três registros de Comportamento MODERADO, o aluno será
encaminhado para a coordenação.
A Coordenação , registra uma ADVERTÊNCIA e envia uma NOTIFICAÇÃO,
ao responsável.
O responsável deverá comparecer e assinar a NOTIFICAÇÃO.
O aluno novamente encaminhado, receberá a 2ª advertência, leva a 2ª
NOTIFICAÇÃO, o responsável comparece e assina o TERMO DE
COMPROMISSO, o aluno cumprirá uma AÇÃO EDUCATIVA.
Quando o comportamento for GRAVE ou GRAVÍSSIMO,SERÁ registrado uma
ata no livro de OCORRÊNCIAS, a NOTIFICAÇÃO será para comparecimento
imediato do responsável que assinará o TERMO DE COMPROMISSO e o
aluno cumprirá a AÇÃO EDUCATIVA.
AVALIAÇÃO
Periodicamente, por meio de questionários, aos alunos, professores,
funcionários e pais realizar uma analise para verificar se houve avanços.
Resgatar a listagem feita no começo do projeto e pedir que a equipe docente
altere o que achar necessário, revendo as categorias definidas anteriormente.
A META PREMIADA será alcançada pelas turmas que obtiverem o
menor número de encaminhamentos à coordenação e a melhor média ao final
de cada bimestre.
Ao final do 4º bimestre a premiação da turma será feita
individualmente.
ANEXOS
Portaria n° _______2010.
A D V E R T Ê N C I A
A Direção Escolar, no uso de suas atribuições legais:
R
E
S
O
L
V
E
Advertir o(a) aluno(a)________________________________
do(a)_______Ano/Fase do Ensino Fundamental/Médio Turma______do
Turno_______________ por transgredir as normas da escola segundo o Regimento
Escolar e Projeto Político Pedagógico.
Artigo 129 Inciso V do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) – “É
obrigação do Pai/mãe ou responsável acompanhar sua freqüência e
aproveitamento escolar”.
Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.
_________________________ __________________________
Assinatura do Pai/mãe ou responsável Assinatura e Carimbo da Direção
Obs. Aluno Menor.
Portaria n° _______2010.
S U S P E N S Ã O
A Direção Escolar, no uso de suas atribuições legais:
R
E
S
O
L
V
E
Suspender o(a) aluno(a)_______________________________
do(a)_______Ano/Fase do Ensino Fundamental/Médio Turma______do
Turno______por______dias letivos, pelo fato do referido aluno ter transgredido as
normas da escola segundo o Regimento Escolar e Projeto Político Pedagógico.
Ocorrência:_____________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
_____________________
Artigo 129 Inciso V do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) – “É
obrigação do Pai/mãe ou responsável acompanhar sua freqüência e
aproveitamento escolar”.
Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.
___________________________ _______________________________
Assinatura do Pai/mãe ou responsável Assinatura e Carimbo da Direção
Obs. Aluno Menor.
N O T I F I C A Ç Ã O
Notificamos o Senhor(a)_________________________________________responsável
pelo
aluno(a)________________________________________________________________
_______matriculado no(a)_____________Ano do Ensino Fundamental/Médio
Turma_______Turno_________________________a comparecer na escola, num prazo
de 24 horas a contar do recebimento desta, para tratar sobre as faltas de seu filho(a).
Informamos ainda que o não atendimento a essa notificação
poderá implicar em penalidades previstas no Regimento Interno ou encaminhamento
para a Promotoria da Infância e Adolescência.
Aproveitamos para lembrá-lo do artigo 129 Inciso V do ECA
(Estatuto da Criança e Adolescente) onde diz: “O pai/mãe ou responsável tem o
dever de acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar”.
Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.
__________________________ ___________________________
Assinatura do Pai/mãe ou responsável Assinatura e Carimbo da Direção
Obs. Aluno Menor.
N O T I F I C A Ç Ã O
Notificamos o Senhor(a)_____________________________________responsável pelo
aluno(a)____________________________________________________matriculado
no(a)______Ano do Ensino Fundamental/Médio Turma_______Turno______a
comparecer na escola, num prazo de 24 horas a contar do recebimento desta, para tratar
sobre a aprendizagem de seu filho(a).
Informamos ainda que o não atendimento a essa notificação
poderá implicar em penalidades previstas no Regimento Interno ou encaminhamento
para a Promotoria da Infância e Adolescência.
Aproveitamos para lembrá-lo do artigo 129 inciso V do ECA
(Estatuto da Criança e Adolescente) onde diz: “O pai/mãe ou responsável tem o
dever de acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar”.
Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.
______________________________ _______________________________
Assinatura do Pai/mãe ou responsável Assinatura e Carimbo da Direção
Obs. Aluno Menor.
N O T I F I C A Ç Ã O
Notificamos o Senhor(a)_________________________________________responsável
pelo aluno(a)________________________________________________matriculado
no(a)_____________Ano do Ensino Fundamental/Médio
Turma_______Turno_________________________a comparecer na escola, num prazo
de 24 horas a contar do recebimento desta, para tratar sobre a transgressão de seu
filho(a) na data de _____/_____/_______.
Informamos ainda que o não atendimento a essa notificação
poderá implicar em penalidades previstas no Regimento Interno ou encaminhamento
para a Promotoria da Infância e Adolescência.
Aproveitamos para lembrá-lo do artigo 129 Inciso V do ECA
(Estatuto da Criança e do Adolescente) – “É obrigação do Pai/mãe ou responsável
acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar”.
Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.
_____________________________ _______________________________
Assinatura do Pai/mãe ou responsável Assinatura e Carimbo da Direção
Obs. Aluno Menor.
Aluno(a):____________________________Ano:_____Turma:____Período________
Data:_____/_____/_____ Horário:________________Telefone de
Contato:________________
Termo de Compromisso
Aos_________dias do mês de_________________de dois mil e dez, na sala do Diretor
Valson Campos dos Anjos, compareceram às_______horas, o (a)
Senhor(a)______________________________________________, RG n°_________
Residente na rua_________________________________________n°___________
Bairro:____________________________________juntamente com a criança /
adolescente na presença da Diretora Adjunta Senhora Francinete Alencar Antunes e da
Coordenadora Pedagógica Senhora________________________________________,
para celebrarem por definitivo o TERMO DE COMPROMISSO entre ESCOLA,
FAMÍLIA E PROMOTORIA DA INFÂNCIA E ADOLESCENCIA, tendo em vista
as várias transgressões ao Regimento Interno do Estabelecimento de Ensino, onde a
escola se compromete a acompanhar o processo ensino-aprendizagem e auxiliar o
mesmo nas suas dificuldades quanto ao aproveitamento, e em contrapartida o
adolescente se comprometerá em obedecer às normas da escola, respeitando seus
professores, colegas e funcionários, e a vir cumprir ação educativa no período de
______ dias, no horário de _________ horas às ________ horas. Sua genitora
compromete-se em acompanhar e ajuda-lo a cumprir com o Regimento da Escola, sendo
que o descumprimento ocasionará no encaminhamento do aluno para a Promotoria da
Infância e Adolescente.
Campo Grande MS,__________de____________________de 2010.
_____________________________ __________________________
Pai ou Responsável Aluno(a)
___________________________ _________________________
Coordenação Pedagógica Direção
Portaria n° _______2010.
A D V E R T Ê N C I A
A Direção Escolar, no uso de suas atribuições legais:
R
E
S
O
L
V
E
Advertir o(a) aluno(a)_______________________________
do(a)_______Ano do Ensino Fundamental / Médio Turma______do
Turno_______________ por transgredir as normas da escola segundo o Regimento
Escolar e Projeto Político Pedagógico.
Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.
____________________________ _______________________________
Assinatura do Pai/mãe ou responsável Assinatura e Carimbo da Direção
Obs. Aluno maior.
Portaria n° _______2010.
S U S P E N S Ã O
A Direção Escolar, no uso de suas atribuições legais:
R
E
S
O
L
V
E
Suspender o(a) aluno(a)_______________________________
do(a)_______Ano do Ensino Fundamental/Médio Turma______do
Turno______por___________dias letivos, pelo fato do referido aluno ter transgredido
as normas da escola segundo o Regimento Escolar e Projeto Político Pedagógico.
Ocorrência:_____________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
_____________________
Campo Grande MS, __________de_____________________de 2010.
_____________________________ _______________________________
Assinatura do Pai/mãe ou responsável Assinatura e Carimbo da Direção
Obs. Aluno maior.
Aluno(a):____________________________Ano:_____Turma:____Período________
Data:_____/_____/_____ Horário:________________Telefone de Contato:_________
Termo de Compromisso
Aos_________dias do mês de_________________de dois mil e dez, na sala do Diretor
Valson Campos dos Anjos, compareceram às_______horas, o (a)
Aluno(a)_______________________________________,RG n°_________________,
Residente na rua__________________________________________n°___________
Bairro:________________________________________na presença da Diretora
Adjunta Senhora Francinete Alencar Antunes e da Coordenadora Pedagógica , para
celebrarem por definitivo o TERMO DE COMPROMISSO entre ESCOLA,
FAMÍLIA E JUSTIÇA, tendo em vista as várias transgressões ao Regimento Interno
do Estabelecimento de Ensino.
Campo Grande MS,__________de____________________de 2010.
___________________________ __________________________
Pai ou Responsável Aluno(a)
____________________________ _________________________
Coordenação Pedagógica Assinatura da Direção
Obs. Aluno maior.
BANNER PARA OS PAIS
Pais / Mães / Responsável
Comportamento MODERADO – IMPORTANTE
Se for importante tem tempo.
Comportamento GRAVE – PRIORIDADE
Aquilo que precisa ser resolvido agora.
Comportamento GRAVÍSSIMO – URGENTE
Se é urgente, o tempo acabou.
Não existe nada importante e urgente ao mesmo tempo.
O importante negligenciado se torna o urgente do
amanhã
Indisciplina e Ato infracional
Ato Infracional e Ato de Indisciplina
“Art. 103 – a indisciplina escolar apresenta-se como o
descumprimento das normas fixadas pela escola e demais
legislações aplicadas (ex. Regimento Escolar )
– Ato infracional – Ela se traduz num desrespeito, seja do colega
seja do professor, seja ainda da própria instituição escolar
(depredação das instalações, por exemplo)( Estatuto da Criança e
Adolescente)
Agora, um mesmo ato pode ser considerado como indisciplina ou
ato infracional, dependendo do contexto em que foi praticado. Uma
ofensa verbal dirigida ao professor, pode ser caracterizada como
ato de indisciplina. No entanto, dependendo do tipo de ofensa e da
forma como foi dirigida, pode ser caracterizada como ato infracional,
ameaça, injúria ou difamação.
O ato indisciplinar deve ser regulamentado nas normas que regem
a escola, assumindo o Regimento Escolar papel relevante para a
questão.
O que é uma classe indisciplinada?
Indisciplina – Procedimento, ato ou dito contrário à disciplina;
desobediência; desordem; rebelião. (Dicionário Aurélio)
Comportamentos – Matutino Grave Gravíssimo Moderado Atitudes a ser
tomada
Jogar papéis no chão 4 1 7 Moderado: Professor
Conversas durante a aula 3 1 2 Grave: Coordenação
Não trazer material de acordo com a aula 3 3 1 Gravíssimo: Direção
Atender celular na sala 2 6 – Após a terceira
reincidência
Caderno sujo / desorganizado 2 2 3 O moderado passa
Não prestar atenção à aula: baixar a cabeça / cochilar 2 5 3 A grave
Sair da sala sem cartão do professor 2 – 4 A reincidência do
grave
Não fazer as atividades de sala 3 4 – Passa a ser
Não fazer as tarefas de casa 4 4 – Gravíssimo e será
Não entregar os trabalhos no prazo estipulado pelo
professor 6 – 2
Tomada as
providencias
conforme
Faltar a aula e não justificar / não buscar as atividades
do dia 2 3 1 Regimento interno
Comparecer a escola sem uniforme 3 5 – E PPP
Fazer outra atividade alheia a aula do momento 1 1 4
Rasgar / rabiscar o livro didático 2 6 -
Fazer má utilização do lanche 4 4 -
Matar aula 1 7 -
Responder com grosseria / má educação ao professor 2 5 -
Ser agressivo com o colega 2 6 -
Falar palavrões de baixo calão na sala de aula 1 6 -
Agressão física ao colega ou outros – 7 -
Rabiscar, rasgar, jogar no lixo avaliação /trabalho/
comunicados entregues pelo professor 1 6 -
Pular o muro ou sair da escola sem autorização – 8 -
Fumar na escola – 7 -
Chegar na sala atrasado após o recreio 4 2 1
Comportamentos – Vespertino Grave Gravíssimo Moderado Atitudes a ser
tomada
Jogar papéis no chão 3 – 8
Conversas durante a aula 4 1 7
Não trazer material de acordo com a aula 5 3 3
Atender celular na sala 3 7 -
Caderno sujo / desorganizado 7 – 3
Não prestar atenção à aula:baixar a cabeça / cochilar 5 5 1
Sair da sala sem cartão do professor 2 7 1
Não fazer as atividades de sala 3 7 1
Não fazer as tarefas de casa – 2 8
Não entregar os trabalhos no prazo estipulado pelo
professor 5 3 3
Faltar a aula e não justificar / não buscar as atividades
do dia 4 1 6
Comparecer a escola sem uniforme 2 8 1
Fazer outra atividade alheia a aula do momento 5 1 4
Rasgar / rabiscar o livro didático 4 7 -
Fazer má utilizaão do lanche 2 9 -
Matar aula 2 8 2
Responder com grosseria / má educação ao professor 2 9 -
Ser agressivo com o colega – 8 2
Falar palavrões de baixo calão na sala de aula 1 5 3
Agressão física ao colega ou outros 1 9 -
Rabiscar, rasgar, jogar no lixo avaliação /trabalho/
comunicados entregues pelo professor 2 7 2
Pular o muro ou sair da escola sem autorização 1 10 -
Fumar na escola – 11 -
Chegar na sala atrasado após o recreio 6 – 6
Comportamentos – Noturno Grave Gravíssimo Moderado Atitudes a ser
tomada
Jogar papéis no chão 1 – 3
Conversas durante a aula 4 – -
Não trazer material de acordo com a aula 2 – 2
Atender celular na sala 2 2 -
Caderno sujo / desorganizado 3 – 2
Não prestar atenção à aula:baixar a cabeça / cochilar 1 – -
Sair da sala sem cartão do professor 3 – 1
Não fazer as atividades de sala 1 1 2
Não fazer as tarefas de casa – – 3
Não entregar os trabalhos no prazo estipulado pelo
professor 2 1 2
Faltar a aula e não justificar / não buscar as atividades
do dia 1 – 3
Comparecer a escola sem uniforme 1 3 -
Fazer outra atividade alheia a aula do momento 1 – 2
Rasgar / rabiscar o livro didático 1 2 1
Fazer má utilizaão do lanche 2 2 -
Matar aula 2 2 -
Responder com grosseria / má educação ao professor 1 3 -
Ser agressivo com o colega 1 3 -
Falar palavrões de baixo calão na sala de aula 2 2 -
Agressão física ao colega ou outros – 4 -
Rabiscar, rasgar, jogar no lixo avaliação /trabalho/
comunicados entregues pelo professor 3 1 -
Pular o muro ou sair da escola sem autorização 2 2 -
Fumar na escola 1 3 -
Chegar na sala atrasado após o recreio – – 3
Comportamentos Inadequados no Convívio
Escolar (Após tabulação dos três períodos )
Moderado Grave Gravíssimo Conseqüências
Produzidas
Jogar papéis no chão
X
Advertência verbal
coletiva, recolher os
papeis.
Não fazer as tarefas de casa
X
Advertência verbal
individual, Bilhete no
caderno.
Faltar à aula e não justificar / não buscar as atividades
do dia
X
Advertência verbal
para aluno, estipular
prazo para a
organização do
conteúdo perdido.
Fazer outra atividade alheia a aula no momento
X
Advertência verbal,
com possível
recolhimento da
atividade alheia.
Conversas durante a aula
X
Advertência verbal,
com possível
encaminhamento.
Não trazer material de acordo com a aula
X
1º retirada do ponto de
participação
2º comunicado por
escrito para os pais.
3º recolhimento dos
livros.
Caderno sujo / desorganizado
X
Solicitar a presença do
Responsável, estipular
um prazo pra a
organização do mesmo.
Não entregar os trabalhos no prazo estipulado pelo
professor X
Sem justificativa,
não será aceito em
data posterior.
Chegar na sala atrasado após o recreio
X
Aluno reincidente
será encaminhado à
coordenação
Atender celular na sala
X
LEI ESTADUAL
2.807 de 18/02/2004
encaminhamento
para a direção
Não prestar atenção à aula:baixar a cabeça / cochilar
X
Investigar a causa e
encaminhar para a
direção
Sair da sala sem cartão do professor X Inspetor encaminha
para a coordenação
Não fazer as atividades de sala X Solicitar a presença
do Responsável.
Comparecer a escola sem uniforme X Inspetor encaminha
para a coordenação
Rasgar / rabiscar o livro didático
X Encaminhar para a
coordenação
Fazer má utilização do lanche
X
1º Recolhimento
imediato do lanche e
conscientização
sobre alimentação
2º Encaminhamento
para a coordenação
(ação educativa)
Cabular aula X Suspensão –
regimento escolar
Responder com grosseria / má educação ao professor
X
Encaminhamento
para a coordenação
(ação educativa)
Ser agressivo com o colega
X
Encaminhamento
para a coordenação
(ação educativa)
Falar palavrões de baixo calão na sala de aula
X
Encaminhamento
para a coordenação
(ação educativa)
Agressão física ao colega ou outros
X
Encaminhamento
para a coordenação
(ação educativa)
Rabiscar, rasgar, jogar no lixo avaliação /trabalho/
comunicados entregues pelo professor X Encaminhamento
para a direção
Pular o muro ou sair da escola sem autorização X Suspensão –
regimento escolar
Fumar na escola
X
LEI 9.294 de
15/07/1996
encaminhamento
para a direção

One response

16 06 2010
escolaadateixeira

Olá Professor,

Nosso Projeto encontra-se postado no próprio blog no item projeto.

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